Maioria dos migrantes socorridos no mar Mediterrâneo é da África Subsaariana

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Mais de 5,1 mil migrantes chegaram à Itália em navios que operam no Canal da Sicília; OIM estima que 3,2 mil pessoas teriam se afogado este ano na rota com destino ao continente europeu.

Nos últimos 10 dias mais de 5 mil migrantes chegaram à Itália. Foto: OIM

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou que africanos subsaarianos são a maioria dos resgatados nas 13 últimas operações realizadas no mar Mediterrâneo. Trata-se de cidadãos da Gâmbia, do Mali, do Senegal, da Nigéria e do Gana.

A agência está a dar assistência aos recém-chegados à Europa pelo mar a partir do norte de África e do Médio Oriente. Esta semana, foram registados 18 desaparecidos, que são dados como mortos.

Perigosas

A OIM recolheu os depoimentos de passageiros socorridos por navios comerciais e militares a patrulhar as rotas do Mediterrâneo, que são consideradas cada vez mais perigosas.

Nos últimos 10 dias, mais de 5,1 mil migrantes chegaram à Itália socorridos pelos navios que operam em águas do Canal da Sicília. A iniciativa decorreu no âmbito das operações de Triton e Mare Nostrum, que devem terminar este ano.

No domingo, 94 africanos subsaarianos chegaram à Ilha Augusta num navio de bandeira panamiana. O chefe da missão da OIM, Federico Soda, disse que o grupo era proveniente da capital líbia, Trípoli.

Sírios

Citando os sobreviventes, Soda afirmou que estes foram forçados pelos traficantes a usar uma embarcação de borracha sem capacidade para navegar. Após algumas horas, o navio afundou lentamente e cerca de 12 pessoas caíram na água.

A OIM refere que os migrantes recentemente resgatados na Sicília incluíam  575 sírios que deixaram a Turquia.

Relativamente ao impacto do fim da Operação Mare Nostrum sobre o socorro nas águas do Mediterrâneo,  Soda disse que as patrulhas ainda são necessárias caso contrário, muito mais vidas estarão em risco.

Fronteiras 

Sob a nova operação Triton, os navios só vão patrulhar 30 milhas ao largo da costa italiana. O mandato é especificamente para o controlo das fronteiras da União Europeia, ao contrário da Mare Nostrum que abrangia uma distância mais além.

A OIM considera que o fluxo de migrantes provavelmente deverá continuar por algum tempo, e não prevê a diminuição do risco de naufrágios.

Em novembro, pelo menos 8 mil pessoas foram resgatadas no mar Mediterrâneo. Em 2014, cerca de 3,2 mil pessoas teriam afogado e mais de 161 mil migrantes chegaram seguros à Itália.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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