No Conselho de Segurança, Guiné-Bissau destaca ONU, ébola e clima

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Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira reafirma apoio à presença da organização no país;  declarações à Rádio ONU foram feitas antes da reunião do Conselho de Segurança.

Mapa da Guiné-Bissau

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau está em Nova Iorque numa deslocação que culmina com a apresentação de um informe ao Conselho de Segurança sobre a situação do país.

Em declarações à Rádio ONU, antes da sessão desta terça-feira, Domingos Simões Pereira lançou um alerta sobre os danos do clima e as medidas para conter o surto de ébola que afeta a região. O novo executivo tomou posse em julho.

Escassez

“Primeiro: já se fazem sentir de forma muito direta as alterações climáticas no nosso país. Este ano, a chuva, a pluviometria foi muito baixa e a sua distribuição vai prejudicar, de forma bastante acentuada, a produção agrícola. Não só em relação ao nível das águas do mar que alargaram parte importante da zona de produção do arroz, como também em relação às próprias culturas, que são tradicionais no país, que perante à escassez tiveram dificuldade em se desenvolver. Nós vamos que ter que estar atentos a eventualidades de surgimento de escassez de alimentos. E isso é uma atenção que temos que trazer ao Conselho de Segurança. Por outro lado, a questão da prevenção do ébola.”

Em relação ao surto, Simões Pereira realçou a seriedade do trabalho das autoridades para evitar o registo de casos mas declarou que não se deve “iludir a fragilidade" das instituições sanitárias.

Fronteiras

O governante pediu mecanismos para garantir que não aumentam as infeções perante o apelo de entidades internacionais para a não-restrição na circulação de pessoas nas fronteiras.

Quanto às Nações Unidas, Domingos Simões Pereira disse que o interesse é manter a presença do Escritório Integrado de Consolidação da Paz no país, Uniogbis, pelo seu mandato.

“Nós vimos aproveitar esta oportunidade para, ao celebrar o regresso da Guiné-Bissau a este concerto das nações, agradecer todo o esforço que as Nações Unidas têm mobilizado porque durante o longo período de instabilidade que o nosso país viveu, as Nações Unidas tiveram a Guiné-Bissau na sua agenda e desenvolveram esforços no sentido de nos apoiar para o retorno à ordem constitucional. Portanto, em nome do Governo, mas certamente do Presidente da República e de todo o povo guineense, eu venho apresentar estes agradecimentos. Mas também venho dar o nosso sentimento, partilhar da nossa visão sobre a Missão da Uniogbis, que pensamos que continua a ser relevante, e portanto, importante manter-se na Guiné-Bissau.”

Em Nova Iorque, o chefe do executivo guineense também deve manter encontros com o Grupo de Contacto para a Guiné-Bissau a Comissão da Consolidação da Paz no país. Um dos tópicos será o reforço das instituições da nação de língua portuguesa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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