Empresários africanos doam US$ 28,5 milhões para conter o ébola

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Assinantes de serviços de telecomunicações poderão contribuir voluntariamente com um dólar a partir do próximo mês; ECA indica que crescimento económico nulo nas nações mais afetadas afetaria a expansão de África em 0,19%.

Distribuição de ajuda alimentar na Libéria. Foto: PMA/Donaig Le Du

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Líderes empresariais africanos prometeram mais de US $28,5  milhões para impulsionar a criação e o apoio a um mecanismo para financiar a emergência com vista a lidar com o surto de ébola e as suas consequências.

A informação foi dada pela Comissão Económica da ONU para África, ECA, após um evento com gestores de setores como banca, telecomunicações, mineração, energia, serviços e indústria. Além da entidade das Nações Unidas, a iniciativa junta a União Africana e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Impacto

O secretário executivo da ECA, Carlos Lopes, disse que caso tenham  crescimento zero os três países mais afetados poderiam fazer baixar em 0,19%  a expansão africana como um todo.

Uma avaliação do impacto do surto na África Ocidental revelou que a região representa cerca de um terço do Produto Interno Bruto de África. A Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Conacri contribuem com menos de 1%.

Capacidades

A comissão disse que a promessa empresarial junta-se ao já anunciado apoio logístico e contribuições nacionais como o  apoio com médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório para cuidar dos infetados. Haverá igualmente mais foco no reforço da capacidade dos serviços de saúde e centros de tratamento dos três países.

O ECA anunciou que os esforços integram um programa a longo prazo para criar capacidade de lidar com surtos similares no continente. Espera-se que mais promessas sejam anunciadas nos próximos dias, à "medida que são consultadas estruturas de governação da comissão".

Empresas Globais

Em nome dos empresários, o chefe do grupo de telecomunicações Econet International,  disse que  empresas globais em ação no continente concordaram em criar um mecanismo especial de apoio.

Esforce Masiwa contou que, a partir de dezembro, os assinantes de serviços podem contribuir voluntariamente com um dólar cada para apoiar a resposta à epidemia. A OMS estima mais de 13,2 mil pessoas foram infetadas pela doença que fez mais de 4960 óbitos.

Doação Alemã

Entretanto, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou esta segunda-feira ter recebido o equivalente a US$ 30 milhões da Alemanha para apoiar a intervenção na área.

A maior contribuição recebida pela agência até o momento destina-se a prestar auxílio à crescente necessidade alimentar de mais de 1 milhão de afetados pela epidemia.

Com a doação deve ser comprada comida e financiado o transporte aéreo para carregar alimentos nutritivos especiais.

Os beneficiários devem ser pacientes das unidades de tratamento, sobreviventes em recuperação e comunidades afetadas pela transmissão generalizada do vírus.

*Apresentação: Denise Costa.

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