Conselho de Segurança discute ébola em reunião sobre paz em África

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Chefe da Unmeer e enviado especial sobre o tema falarão no encontro; até esta sexta-feira, o Mali relatou seis casos da doença, com seis mortes; secretário-geral participa de reunião com chefes de agências da ONU para discutir combate à doença.

Conselho de Segurança discute ébola. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança reúne-se na tarde desta sexta-feira para discutir o ébola em encontro sobre paz e segurança em África.

O chefe da Missão de Resposta de Emergência ao Ébola, Anthony Banbury, e o enviado especial do secretário-geral sobre o Ébola, David Nabarro, discursam na reunião.

Mali

A nível geral, a doença já fez 15145 casos com 5420 mortes, com a maioria de registos na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, até esta sexta-feira, o Mali relatou oficialmente um total de seis casos da doença, com seis mortes. Cinco foram confirmados em laboratório e um permanece provável, já que não há amostras disponíveis para teste.

Ainda nesta sexta-feira, em Washington, o secretário-geral, Ban Ki-moon, discute com chefes das agências, programas da ONU e órgãos relacionados ações conjuntas para conter o surto de ébola.

Banco Mundial

Nesta quinta-feira feira, o Banco Mundial afirmou que o mercado de trabalho na Libéria sofreu um grande golpe desde o início da crise.

Segundo o órgão, 46% dos que estavam a trabalhar no início do surto do ébola não estão mais e trabalhadores autónomos e assalariados foram os mais afetados. Com a aproximação da colheita, a agricultura estaria a começar a ver retorno ao trabalho.

O Banco Mundial considera essencial que haja ações de assistência não apenas em áreas em que o vírus está ativo, o que é fundamental, mas também em regiões remotas onde a população já era muito pobre e a disponibilidade de alimentos, que já era escassa, está a piorar. Ainda sobre os impactos sócio-económicos do ébola na Libéria, os mercados estão fechados e a mobilidade é extremamente limitada.

RD Congo

Nesta sexta-feira, a OMS declarou o fim do surto de ébola na República Democrática do Congo, RD Congo. A agência disse que o surto da doença no país teve 66 casos e não tem relação com a epidemia que afeta países da África Ocidental.

Até 20 de novembro passaram-se 42 dias desde que o último caso testou negativo duas vezes e recebeu alta do hospital. De acordo com a agência da ONU, o fim de um surto da doença num país pode ser declarado após 42 dias sem um novo caso ter sido detectado.

O período representa duas vezes o tempo máximo de incubação do vírus. Tendo chegado a esta marca, a RD Congo é agora considerada livre da transmissão do ébola.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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