Chefe de missão preocupado com possibilidade de haver mais vítimas do ébola

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Após visitar os países afetados, Anthony Banbury disse que em áreas rurais sem acesso há mais casos e comunidades afetadas; atualização mais recente da Organização Mundial de Saúde aponta pelo menos 13,2 mil casos e 4960 mortes.

Foto: OMS

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

É profundamente preocupante que os números de afetados e mortos pelo ébola possam ser mais altos do que os que estão a ser relatados, referiu o chefe da Missão da ONU para Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer.

Anthony Banbury  fez a declaração  à Rádio ONU, em Nova Iorque, ao regressar da sua terceira viagem à África Ocidental. Espera-se que o representante preste um informe sobre a situação à organização.

Acesso

O responsável expressou alarme com a presença do vírus e da doença mortal em áreas remotas onde ainda não foi possível ter acesso. Conforme citou, à medida que se entra em áreas rurais encontram-se mais casos e comunidades afetadas.

Ao mencionar as  necessidades  para deter o ébola, Banbury apontou aspetos como logística, comunicação, medicina, construção e engenharia. A última atualização da Organização Mundial da Saúde dá conta de mais de 13,2 mil casos e 4960 mortes devido ao ébola.

Distribuição Geográfica

Como Banbury explicou, há necessidade de mais pessoas,  material e financiamento.  Ele mencionou uma evolução do vírus no mês passado com uma distribuição geográfica mais ampla ao frisar que a estratégia de resposta deve refletir essa evolução.

Banbury  advertiu que o apoio não chega em quantidades necessárias, ao pedir  mais do que a comunidade internacional tem vindo a conceder.

Entretanto, o reponsável declarou-se  encorajado pela  resiliência das comunidades e pela forma como em cada vez maior número estas tomam medidas de proteção.

Conforme o chefe da Unmeer, as pessoas entendem cada vez mais os riscos do ébola e estão a tomar medidas para se proteger a nível familiar e comunitário.

Gestor de Crises

De acordo com Banbury, o papel da Unmeer é de uma espécie de gestor de crises, ao reunir todas as partes do sistema em conjunto para acabar com o problema o mais rápido possível.

Conforme revelou,  as diferentes agências das Nações Unidas  a atuar no terreno como a OMS, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e o Programa Mundial de Alimentação desempenham um trabalho positivo

Considerou também  que a crise é "muito complexa, difícil e perigosa"  ao justificar que requer uma abordagem global e integrada sem lacunas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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