Cerca de 28,5 milhões de latinos vivem fora de seu país de origem

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Pesquisa da Cepal mostra que 70% estão nos Estados Unidos; maioria dos migrantes nasceram no México e na Colômbia; por outro lado, América Latina e Caribe tem 7,6 milhões de imigrantes.

Foto: Pnud

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 28,5 milhões de latino-americanos e caribenhos vivem fora de seus países de origem, segundo uma pesquisa divulgada esta terça-feira pela Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal.

A maioria, cerca de 70%, mora nos Estados Unidos, número que inclui quase todos os 12 milhões de mexicanos que deixaram seu local de nascimento. O segundo país que mais abriga migrantes latinos é a Espanha, com 2,4 milhões de pessoas.

Origem

A pesquisa da Cepal revela que os principais países de origem dos migrantes são México, Colômbia e El Salvador.

Por outro lado, a América Latina e o Caribe tem 7,6 milhões de migrantes, equivalentes a 1,1% da população total. A maioria nasceu em outras nações da região e foram, principalmente, para Argentina, Venezuela e Costa Rica.

Retorno

Já o número de pessoas nascidas fora da região caiu entre 2000 e 2010 na Argentina, Brasil, Equador e Uruguai, indicando que a chegada de imigrantes não compensou a taxa de mortalidade deste grupo.

Sobre o retorno de migrantes, o documento da Cepal indica que o maior fluxo foi observado no México, com 860 mil pessoas, um total que possivelmente inclui casos de repatriação forçada.

O estudo foi feito com dados do censo de 10 países. A Cepal propõe aos governos da região a construção de uma agenda sobre o tema e a inclusão da migração nas estratégias de desenvolvimento que serão formuladas após 2015.

 

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