Banbury: "prioridade é conter surto de ebola o mais rápido possível"

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Chefe da Missão de Resposta de Emergência ao Ebola disse que tudo deve ser feito para reduzir as transmissões do vírus; em entrevista à Rádio ONU ele falou sobre a importância de se proteger as comunidades e evitar futuras mortes.

Anthony Banbury na Guiné Bissau. Foto: UN/Ari Gaitanis

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Chefe da Missão de Resposta de Emergência ao Ebola, Unmeer, Anthony Banbury, afirmou que a prioridade da ONU é conter o surto o mais rápido possível.

Em entrevista à Rádio ONU, nesta segunda-feira, em Nova York, Banbury disse que todas as atenções estão voltadas para acabar com a doença, reduzir as transmissões do vírus, como também proteger as comunidades e evitar futuras mortes.

Situação Alarmante

O chefe da Unmeer disse que nas seis semanas que passou na região da África Ocidental teve condições de visitar os três países mais afetados pelo ebola, Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Ele citou que a situação mais alarmante foi a presença do vírus em áreas remotas onde a equipe da ONU ainda não tem acesso.

Banbury explicou que os especialistas estão encontrando mais casos da doença agora que estão seguindo para o interior dos países.

Número Real

Por causa disso, o chefe da Missão da ONU está preocupado com o número real de pessoas afetadas pelo vírus, que pode ser bem maior do que o anunciado até agora.

Mas ele também viu ações positivas e encorajadoras. Banbury disse que o que o deixa mais otimista é a resiliência das comunidades e citou famílias e crianças mudando seus hábitos para se protegerem da doença.

Ao falar sobre os esforços para combater o surto, Anthony Banbury disse que a Unmeer não tem tudo o que necessita.

Profissionais e Equipamentos

Segundo ele, a missão precisa de mais profissionais e trabalhadores de saúde, mais materiais e equipamentos e mais dinheiro para cobrir os gastos das operações.

O chefe da Unmeer mostrou preocupação também em relação ao estigma contra as pessoas que contraíram ebola e conseguiram sobreviver. Segundo ele, essas pessoas não representam risco algum à comunidade, mas são ignoradas algumas vezes.

Banbury mencionou também o problema dos trabalhadores de saúde quando regressam aos seus países de origem. Ele apoia as práticas de vigilância no exame das pessoas que viajam das áreas afetadas pela doença.

O chefe da Unmeer não só apoia como encoraja a medição da temperatura das pessoas como ainda a coleta de informações básicas sobre onde ela esteve ou visitou.

Mas Banbury afirmou que tem visto casos onde foram tomadas decisões sem qualquer conhecimento científico e tendo como base o medo da doença.

Para ele, medidas desse tipo têm um impacto negativo na capacidade mundial de responder à crise e de pôr fim ao surto de ebola na África Ocidental.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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