Ban pede à Rússia que use sua influência para diminuir conflito na Ucrânia

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Secretário-geral está em Mianmar, onde encontrou-se com o primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev; em reunião de emergência na quarta-feira, Conselho de Segurança alertou sobre possibilidade de aumento dos confrontos.

Ban Ki-moon em encontro com Dmitry Medvedev. Foto: ONU/Rick Bajornas

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O secretário-geral da ONU está em Nay Pyi Taw, capital de Mianmar e encontrou-se esta quinta-feira com o primeiro-ministro da Rússia. Ban Ki-moon e Dmitry Medvedev discutiram o recente conflito na Ucrânia, durante conversa às margens da Conferência do Sudeste Asiático.

O chefe da ONU demonstrou estar muito preocupado com a situação no país e impactos nas relações com a Rússia e a Europa e também com os Estados Unidos. Ao líder russo, Ban defendeu que o país use "sua influência considerável para ajudar a acalmar a situação no terreno e no sudeste da Ucrânia".

Cessar-Fogo

Ao primeiro-ministro da Rússia, o secretário-geral também falou sobre a importância de ajudar a Ucrânia a conseguir paz e estabilidade.

Ban Ki-moon reforçou sua posição de que todos os lados devem garantir a completa implementação do Protocolo de Minsk. O documento, assinado em setembro, prevê o cessar-fogo na Ucrânia.

Tropas

Segundo agências de notícias, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, pediu à Rússia para retirar suas tropas do território ucraniano, que teriam entrado no país esta semana. Mas a Rússia teria negado o envio de forças para o leste da Ucrânia.

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU fez um encontro de emergência sobre a situação. Foi anunciado que o subsecretário-geral para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, deve seguir para a Ucrânia em breve, quando for formado o novo governo.

Civis

O Conselho ouviu declarações do secretário-geral assistente para Assuntos Políticos. Jens Anders Toyberg-Frandzen disse que as hostilidades recentes estão colocando o cessar-fogo sob ameaça série e continua.

O representante alertou sobre a possibilidade de retorno dos confrontos em larga escala, apesar das expectativas criadas durante as recentes eleições parlamentares.

Segundo as Nações Unidas, os conflitos levaram quase 1 milhão de pessoas a se deslocarem dentro do país ou para nações vizinhas e as agências humanitárias continuam aumentando sua presença para atender às necessidades da população.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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