Últimos 12 meses tiveram efeitos arrasadores para os direitos humanos

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Declaração é do novo alto comissário da ONU para o tema, Zeid Al Hussein; ele fez um balanço dos esforços nessa área entre 2013-2014 durante reunião em Nova York.

Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A carnificina na Síria, a nova onda de barbaridades no Iraque, o conflito na Ucrânia e o banho de sangue que poderia ter sido evitado no Sudão do Sul, além da crise do ebola, foram destacados pelo novo alto comissário de direitos humanos das Nações Unidas, Zeid Al Hussein.

Nesta quarta-feira, ele fez um balanço sobre o trabalho da área entre 2013-2014. Para Zeid, as crises e conflitos tiveram efeitos arrasadores para a situação dos direitos humanos no mundo.

Corrupção

O alto comissário afirmou que o direito ao desenvolvimento de todos os cidadãos está sendo ameaçado por políticas de austeridade que colocam, de forma desproporcional, o fardo sobre os ombros do mais pobres e marginalizados. Zeid também destacou o papel destruidor da corrupção e de falhas em priorizar os serviços públicos a quem precisa.

Ao lembrar a perda de vidas por naufrágios com migrantes, o alto comissário disse que esse grupo continua sofrendo. E em alguns países, as mulheres têm sido atacadas de forma violenta, enquanto outros Estados não conseguem manter os princípios da igualdade de gênero.

Zeid Al Hussein voltou a defender o trabalho de relatores e especialistas de direitos humanos lembrando que embora eles sejam independentes do Escritório de Direitos Humanos, fazem um trabalho que chamou de "heroico" na área.

Exclusão

Ao comentar os protestos de rua que ocorreram nos últimos 12 meses em vários países, o alto comissário da ONU disse que o motivo, na maioria dos casos, são o aumento da desigualdade e a exclusão político-social e econômica de grupos à margem da sociedade.

Policiais reagem a protestos de rua. Foto: Jeffrey Alan Miller

Para ele, os direitos humanos têm de estar no centro de todo o trabalho das Nações Unidas, como já foi reafirmado pelo próprio secretário-geral da organização. Zeid disse que ao analisar as crises com as quais a ONU se confronta, frequentemente se observa um misto complexo de violações de direitos políticos, econômicos, civis e outros.

Ao comentar o trabalho do Escritório da ONU de Direitos Humanos, ele destacou a dedicação dos funcionários da casa, que têm presença em 68 representações no terreno.

Três Pilares

Ele citou a missão enviada ao Mali, à Ucrânia como também a áreas remotas da República Centro-Africana.

Ao destacar o que chamou de um orçamento inadequado para a área de direitos humanos, o novo alto comissário lembrou que violações e abusos de direitos humanos geram crises e conflitos explosivos, e que o custo de banhos de sangue para economias e ajuda humanitária são enormes.

Zeid Al Hussein afirmou que os direitos humanos são um dos três pilares das Nações Unidas, ao lado de paz e segurança e do desenvolvimento. Mas segundo ele, o pilar dos direitos humanos recebe 87% menos que as missões de paz e 84% a menos que o desenvolvimento.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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