Sudão do Sul firma acordo com ONU para combater violência sexual

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Ao encerrar sua visita à nação, Zainab Bangura encontrou-se com o presidente Salva Kiir; comunicado conjunto traz passos para prevenção de crimes de violência sexual durante conflitos no país.

Zainab Bangura cumprimenta o presidente Salva Kiir

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A representante especial do secretário-geral para Violência Sexual em Conflitos concluiu sua visita ao Sudão do Sul esta segunda-feira. Zainab Bangura encontrou-se com o presidente Salva Kiir e teve reuniões com ministros e representantes das Forças Armadas.

Ao encerrar a missão, Bangura divulgou um comunicado conjunto com o governo do país. O documento traça ações claras para prevenir e combater crimes de violência sexual.

Tratamento

O acordo prevê ações em várias áreas, como garantia de tratamento médico e psicológico para as vítimas, assistência legal, fim da impunidade, garantia da segurança e reforma do setor judiciário.

Segundo a representante, os casos são uma característica do conflito no país e são cometidos por todos os lados envolvidos. Durante a missão, Bangura encontrou-se também com grupos de mulheres, líderes comunitários, jornalistas e funcionários da ONU.

Condições de Vida

Em Bentiu, capital do Estado da União, Zainab Bangura teve conversas com o comandante local do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla.

Segundo declarou, a situação em Bentiu foi o que de pior Bangura já viu em 30 anos a lidar com a questão. A representante da ONU citou uma combinação de insegurança crónica, condições de vida "inimagináveis", preocupação diária com a proteção dos civis e excessivos casos de violência sexual.

Apelo

Bangura lamentou que "corpos de mulheres e de crianças" sejam alvo de batalha e citou as palavras de uma ativista sul-sudanesa, que citou a grande dor e a destruição causadas pelos estupros.

O problema da violência sexual no Sudão do Sul começou antes dos confrontos de dezembro e a representante falou sobre casos contra grupos étnicos, além de represálias e ciclos de vingança.

Ao condenar as atrocidades, Zainab Bangura pediu fim imediato da violência e lembrou ao governo e à oposição ser impossível "declarar guerra contra seu próprio povo".

 

 

 

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