Risco do ebola se espalhar na Europa é muito baixo, diz especialista da OMS

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Em nota, diretora regional da agência para o continente disse que propagação da doença é evitável; FAO lançou, nesta quarta-feira, programa para assistir "urgentemente" 90 mil famílias vulneráveis em Serra Leoa, Guiné e Libéria.

Foto: OMS/C. Black

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Em nota publicada nesta quarta-feira, a diretora regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, para a Europa afirmou que o risco de propagação do ebola na Europa é evitável e "extremamente baixo".

Zsuzsanna Jakab declarou que casos esporádicos da doença no continente são "inevitáveis" por conta de viagens entre a região e os países afetados.

Contaminação

A especialista mencionou que os países europeus estão entre os melhor preparados no mundo para responder à febre hemorrágica viral, incluindo ebola.

Ela afirmou que há risco de contaminação acidental a pessoas expostas a pacientes, mas que o risco pode e deve "ser mitigado com medidas estritas de controle de infecção". E declarou que profissionais de saúde devem ser protegidos e apoiados. 

Zsuzsanna Jakab afirmou que todos os países têm protocolos e procedimentos que devem ser implementados quando há um caso suspeito e que a OMS, "como sempre, está pronta a fornecer ajuda e apoio onde for requisitado".

Segurança Alimentar

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lançou nesta quarta-feira um novo programa para assistir "urgentemente" 90 mil famílias vulneráveis na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Segundo a agência, suprimentos de comida e subsistência estão ameaçados pelo efeito que a epidemia de ebola está tendo em economias rurais, atividades de agricultura e mercados. 

A FAO está pedindo urgentemente US$ 30 milhões, o equivalente a cerca de R$ 72,4 milhões para apoiar as atividades ligadas ao programa nos próximos 12 meses.

Objetivos

As ações são organizadas em torno de quatro objetivos principais: interromper a disseminação da doença através de mobilização social e treinamento; aumentar a renda e produção agrícola; construir resiliência das comunidades às ameaças de doenças; e fortalecer a coordenação para uma resposta melhor.

Segundo a agência, em Serra Leoa, 47% das pessoas que responderam a uma rápida avaliação afirmaram que o ebola estava prejudicando suas atividades agrícolas.

No condado de Lofa, região rural mais afetada da Libéria, o preço das commodities, incluindo alimentos, cresceu entre 30% e 75% apenas em agosto deste ano.

A FAO afirma que se o impacto atual do surto nos meios de subsistência não for abordado agora, pode levar a repercussões de longo prazo nas economias rurais.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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