Presidente do Quénia presente na audiência de Tribunal Penal em Haia

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Uhuru Kenyatta é acusado de crimes contra a humanidade que resultaram da violência pós-eleitoral entre 2007 e 2008 no país africano, mas nega as acusações.

Chegada de Uhuru Kenyatta ao Tribunal Penal Internacional. Foto: TPI

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, compareceu a uma audiência no Tribunal Penal Internacional, TPI, com sede em Haia.

Segundo agências noticiosas, antes de viajar à Holanda, Kenyatta passou o cargo ao seu vice-presidente, William Ruto, que foi nomeado chefe de Estado interino do Quénia.

Testemunhas-chave

Uhuru Kenyatta é acusado de cometer crimes contra a humanidade durante a violência política eleitoral, registada no Quénia entre 2007 e 2008. Mas ele nega todas as acusações. Kenyatta foi perguntado pela juíza que preside o caso, mas foi o advogado dele que contestou.

Steven Kay, disse que o presidente queniano não responderia à magistrada diretamente.

Em setembro, o TPI decidiu adiar o processo após procuradores afirmarem que o Governo do Quénia havia falhado em entregar documentos importantes. Há relatos também de que testemunhas-chave do processo tinham retirado seus nomes da lista de depoimentos.

Kenyatta é acusado de participar de atos de violência que mataram até 1,2 mil pessoas após as eleições, mas ele nega veementemente as acusações.

Cidadão Comum

Ao transferir a Presidência para o vice, William Ruto, que também é acusado pelo TPI, Kenyatta afirmou que viajava a Haia, como um cidadão comum.

Entre as acusações de crime contra a humanidade que pesam contra o presidente estão assassinato, violações, perseguição, transferência forçada e deportação de pessoas, além de outros atos desumanos.

O TPI informou que 725 vítimas estão a participar nas audiências no caso Uhuru Kenyatta. 

Ainda esta quinta-feira, o TPI deve decidir sobre o apelo dos advogados de mais dois acusados: o vice-presidente queniano, William Ruto, e o radialista Joshua Arap Sang, que se opuseram a um julgamento em Haia a respeito do mesmo tema da violência pós-eleitoral do país.

De acordo com o Tribunal internacional, os dois não estariam mais dispostos a colaborar com a Côrte no processo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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