Pnud quer envolvimento de comunidades locais no combate ao ebola

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Segundo agência da ONU, associações regionais são fundamentais para acabar com a doença na Libéria, Serra Leoa e Guiné; especialistas do Pnud visitaram áreas mais pobres para avaliar situação.

Foto: OMS/C. Banluta

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, quer o envolvimento das comunidades locais para combater o ebola na África Ocidental.

O pedido foi feito depois de uma delegação do Pnud ter visitado várias regiões carentes em Freetown, em Serra Leoa, para avaliar a situação dos centros de tratamento e das condições de vida da população.

Associações Locais

Segundo os especialistas da agência da ONU, as associações locais são fundamentais para acabar com a doença na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

O diretor de Políticas e Programas do Pnud, Magdy Martínez Solimán, afirmou que eles viram na cidade um "espírito de autossuficiência incrível que está mexendo com os corações e mentes de todos na luta contra o ebola".

Solimán disse que "as comunidades locais estão muito engajadas e que o Pnud está trabalhando com elas e com as autoridades de governo para fortalecer a resposta contra o vírus".

Além disso, a agência da ONU está buscando também reintegrar os sobreviventes e melhorar as condições de vida das pessoas.

Esforço

Os especialistas do Pnud se reuniram com líderes comunitários durante o fim de semana em Freetown num esforço para educar e informar a população sobre a doença.

O Programa da ONU está trabalhando ainda com a ONG "One Family People" no sentido de apoiar 45 clínicas que atendem pessoas com deficiência em todo o país.

A crise do ebola em Serra Leoa já prejudicou a produção e o comércio de alimentos e mercadorias e causou o fechamento de várias empresas. Os setores de agricultura, mineração, construção e de serviços foram os mais atingidos.

Em Freetown, uma das consequências mais visíveis do surto foi o fechamento de quase todos os bares, restaurantes e discotecas. Isso acabou forçando a redução da produção da maior companhia de cerveja do país, que resultou na demissão de 24 mil pessoas.

O número de casos de ebola chegou a 8399 e o de mortes é de 4033.

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