PMA ajuda mais de meio milhão em áreas afetadas pelo ebola

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Agência da ONU mandou 58 toneladas de assistência humanitária para Libéria, Serra Leoa e Guiné; nesta quarta, nos Estados Unidos, ministros da agricultura da região debatem investimento rural para evitar crises de alimentos.

Foto: PMA/Martin Penner

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, enviou 58 toneladas de comida e outros suprimentos humanitários para os países mais atingidos pelo surto de ebola: Guiné, Libéria e Serra Leoa.

O carregamento saiu do depósito da agência da ONU em Brindisi, na Itália, e inclui também reservatórios de água e geradores de energia elétrica.

Logística

O PMA está cuidando das operações de logística para a entrega da ajuda, que conta ainda com kits de saúde de emergência levados de outras bases da agência localizadas em Dubai, nos Emirados Árabes; Acra, capital de Gana e Las Palmas, na Espanha.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, um carregamento de 7 mil toneladas de arroz deve chegar até esta sexta-feira em Freetown, em Serra Leoa, e depois seguirá para Monróvia, na Libéria.

O PMA está distribuindo comida nos três países africanos mais afetados pela doença tanto em áreas urbanas como rurais. Os trabalhadores humanitários fazem a entrega geralmente de porta a porta, incluindo as áreas que estão em quarentena.

Mobilização

Ainda nesta quarta-feira, a União Interparlamentar, UIP, pediu uma mobilização urgente de governos e doadores internacionais para que aumentem as assistências financeira, médica e logística às regiões mais atingidas pelo surto de ebola.

Em resolução adotada na 131ª Assembleia da organização, em Genebra, os participantes pediram aos Estados que já estão fornecendo ajuda que redobrem os esforços.

Segundo a UIP, segurança eficaz e protocolos de saúde são necessários para limitar a transmissão do vírus.

Os países-membros da organização citaram os impactos que a epidemia está tendo sobre os suprimentos de água e alimentos e também sobre as economias das nações afetadas pelo surto.

Agricultura Rural

Nesse sentido, o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad, vai debater, esta quarta-feira, investimentos e ações necessárias para evitar crises de alimentos nos países afetados pelo ebola.

O encontro em Iowa, aqui nos Estados Unidos, reúne os ministros da agricultura da Libéria e de Serra Leoa.

Os participantes vão falar sobre a importância de se investir na agricultura rural no mundo inteiro, especialmente, em relação a questões como o surto do ebola e mudança climática.

Durante a reunião semestral do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, no último fim de semana, os ministros das Finanças de vários países africanos pediram mais apoio para combater a epidemia no continente.

O ministro de Serra Leoa disse que a situação em seu país é "terrível" e pediu a comunidade internacional que vá além das práticas "normais" para fornecer ajuda urgente.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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