ONU quer ação contra caça ilegal em parque da RD Congo

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Chefe da Missão da ONU no país, Martin Kobler, visitou o Parque Nacional Garamba, onde mais de 60 elefantes foram mortos desde abril; integrantes de grupos armados são tidos como principais suspeitos.

Foto: ONU//E. Darroch

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O chefe da Monusco, a Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo, visitou esta segunda-feira o Parque Nacional Garamba.

O local, habitat para elefantes, girafas, hipopótamos e rinocerontes, foi classificado pela Unesco como Património Mundial em Perigo. Além da caça ilegal, conflitos armados e instabilidade política são outros motivos que ameaçam o parque.

Apelo

Martin Kobler fez um apelo à comunidade internacional e a representantes do país para apoio conjunto com vista a preservar os recursos naturais e a vasta biodiversidade do parque, localizado a nordeste da RD Congo.

Segundo o chefe da Monusco, a caça ilegal tem colocado cada vez mais em risco as populações de animais do parque Garamba. Foram mais de 60 elefantes assassinados desde abril, segundo a administração do local.

LRA

Acredita-se que os responsáveis tenham sido integrantes de grupos armados, em especial do Exército de Resistência do Senhor, LRA. Kobler declarou que a atividade desses grupos na RD Congo é em grande parte financiada com recursos obtidos do tráfico ilícito de animais e de recursos naturais.

Na visita, o chefe da Monusco elogiou esforços de autoridades locais para proteger o parque Garamba, mas reconheceu ser necessário um trabalho mais estável para eliminar ameaças de grupos armados à vida selvagem.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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