ONU pede que Venezuela liberte prisioneiros políticos

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Chefe de Direitos Humanos citou caso do líder da oposição Leopoldo López, preso em fevereiro; calcula-se que mais de 3,3 mil pessoas, incluindo menores, tenham sido detidas entre fevereiro e junho deste ano.

Foto: ONU/Martine Perret

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pediu esta segunda-feira que a Venezuela liberte prisioneiros políticos detidos arbitrariamente no país.

Zeid citou o líder da oposição venezuelana, Leopoldo López, assim como mais de 69 pessoas que participaram de manifestações de protesto por todo país.

Tensões

O alto comissário afirmou que "a detenção arbitrária e prolongada de opositores políticos e manifestantes na Venezuela está causando cada vez mais preocupação internacional". Ele acrescentou que "a prática está aumentando as tensões dentro do país".

Segundo informações recebidas pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU, mais de 3,3 mil pessoas, incluindo menores, foram detidas por um certo período entre fevereiro e junho deste ano.

Além disso, foram recebidos mais de 150 relatos de maus tratos de prisioneiros incluindo muitas denúncias de tortura.

Intimidações

Pelo menos 43 pessoas foram mortas durante os protestos no país, jornalistas e defensores de direitos humanos sofreram ameaças, ataques e intimidações.

No mês passado, o Grupo de Trabalho sobre detenções arbitrárias concluiu que as prisões de Leopoldo López e do ex-prefeito da cidade de San Cristobal, Daniel Ceballos, não respeitaram as leis.

Zeid pediu também às autoridades venezuelanas que garantam um processo justo durante os julgamentos, de acordo com os padrões internacionais.

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