ONU Mulheres: 43 mil mulheres foram assassinadas no Brasil na última década

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Segundo representante da agência no Brasil, a maioria por violência doméstica; ONU Mulheres e Alto Comissariado de Direitos Humanos desenvolveram modelo de protocolo para investigações relacionadas a assassinatos com base na questão de gênero na América Latina.

Foto: ONU/Martine Perret

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU, em colaboração com a ONU Mulheres, desenvolveu um modelo de protocolo para guiar investigações e processos relacionados a assassinatos de mulheres baseados na questão de gênero na América Latina.

Em entrevista à Rádio ONU, de Brasília, a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, falou sobre estatísticas de violência de gênero contra mulheres no país.

Assassinatos

"Na última década mais de 43 mil mulheres brasileiras foram assassinadas. Isto quer dizer uma a cada duas horas e a maioria foi no ambiente doméstico."

Ela disse ainda que estes números não refletem toda a realidade, uma vez que não há estatísticas totais.

Nadine Gasman falou sobre o modelo de protocolo desenvolvido pela agência da ONU.

Modelo

"É um modelo de protocolo latino-americano para investigar as mortes violentas de mulheres por ações de gênero, ou que nós falamos femicídio ou feminicídio. Nasceu como uma ferramenta didática produzida no contexto da campanha do secretário-geral, especialmente porque dentro da campanha o tema do feminicídio foi identificado como um dos mais importantes na América Latina. E também porque além do número de mulheres que são assassinadas na região, vimos que o tema da impunidade era um dos problemas mais importantes."

HeforShe

Durante a entrevista, a  representante também citou a campanha HeforShe, ou “Ele por Ela" contra a violência.

"Esta campanha é uma campanha muito importante para trabalhar com os determinantes da violência contra mulheres e para envolver os homens e os meninos e mudar os esteriótipos de gênero que são o que fazem tanto dano para as mulheres, mas também para os homens. Faz uns dias, por exemplo, vimos que tinha mais de 160 mil homens de todo o mundo registrados no HeforShe. No Brasil contamos com 3,2 mil."

Segundo Nadine, esta é a repercussão do lançamento mundial. Ela afirmou que há planos de fazer um lançamento no Brasil nos próximos meses, o que espera aumentar o envolvimento dos homens no país.

A campanha HeforShe pela igualdade de gênero foi lançada na sede das Nações Unidas em Nova York no dia 20 de setembro e contou com a participação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e da embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, a atriz britânica Emma Watson.

A iniciativa busca mobilizar homens e meninos na luta pelos direitos das mulheres.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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