ONU cita mudanças que devem apoiar crescimento económico de África

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Continente deve ter 60% da população a viver em cidades nos próximos 10 anos; vice-secretário-geral aponta efeitos das mudanças climáticas e da epidemia do ébola como desafios emergentes.

Jan Eliasson. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Mudanças sociais e demográficas vão apoiar o crescimento de África a longo prazo, disse esta segunda-feira o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Falando na sede da ONU, Sam Kutesa citou o crescimento da classe média no continente, que está rapidamente a urbanizar-se. Apontou, igualmente, estimativas de que 60% de africanos devem viver em cidades na próxima década, que considerou uma oportunidade em termos de maior demanda do consumidor. 

Semana de África

As declarações foram feitas no Painel de Alto Nível intitulado "A África que Queremos: Apoio do Sistema das Nações Unidas para Agenda 2063 da União Africana". O evento decorre no âmbito da Semana Africana na ONU, que se estende até sexta-feira.

Kutesa disse que a força de trabalho do continente deve chegar a 1,1 mil milhão em 2040, mais que o dobro dos atuais cerca de 500 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Segundo ele, o valor contrasta com as tendências dominantes no resto do mundo.

Desafios

No evento, o vice-secretário-geral da ONU, prometeu o prosseguimento do trabalho da organização com o continente para abordar os desafios africanos.

Jan Eliasson chamou atenção para os efeitos das mudanças climáticas e da epidemia do ébola como "ameaças emergentes que devem ser abordados com ação decisiva". 

Quanto ao surto na África Ocidental disse tratar-se de uma das maiores prioridades atuais da ONU. Ele citou os custos humanos elevados e para a grave ameaça aos ganhos económicos e políticos nos países afetados.

O responsável realçou ainda o papel do Fórum de Desenvolvimento de África que, esta semana, vai discutir o financiamento ao continente em Addis Abeba. O evento deve culminar com uma cimeira internacional em meados do próximo ano.

Reforço das Capacidades

Para Eliasson, a paz e a segurança, o Estado de direito e os direitos humanos são objetivos essenciais para promover os ganhos de desenvolvimento.

Conforme declarou, as Nações Unidas apoiam o continente com o reforço das capacidades e com políticas conjuntas através de vários mecanismos conjuntos.

Espera-se que a adoção da Agenda 2063 seja o ponto principal de uma cimeira de líderes do continente africano a ser realizada em janeiro.

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