ONU afirma que esse é um momento crítico na luta contra o ebola

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Enviado do secretário-geral, David Nabarro, disse que o mundo deve trabalhar mais e manter a vigilância sobre a doença; ele discorda de restrições de viagens impostas contra os que regressam da região afetada pelo surto, se não houver sinais de contaminação.

David Nabarro. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial do secretário-geral da ONU sobre o ebola, David Nabarro, afirmou que "esse é um momento crítico no combate à doença".

Em entrevista a jornalistas na sede das Nações Unidas em Nova York, Nabarro afirmou que "todos devem trabalhar mais e não parar até que cada caso seja identificado e controlado".

Estratégia

Ele alertou que apesar de estar satisfeito com sinais de que a estratégia de combate ao vírus está funcionando em algumas áreas é cedo para tirar conclusões sobre o número de casos.

O enviado especial disse que os números vão diminuir e aumentar e vão variar entre regiões e países.

Segundo o último boletim da Organização Mundial da Saúde, foram registrados até agora 13703 casos da doença e 4922 mortes.

Nabarro disse que a comunidade internacional precisa se preparar para um esforço constante até que o último caso da doença seja controlado, até então, Nabarro declarou que o ebola continua representanto uma ameaça aos países afetados e também ao mundo inteiro.

Plano Claro

O enviado do secretário-geral disse que a ONU tem um plano claro e específico, preparado em cooperação com os países mais afetados.

A Missão de Resposta de Emergência para o Ebola, Unmeer, é responsável pelas operações de apoio nos países mais atingidos pelo surto.

Nabarro demonstrou preocupação com as recentes restrições de viagens impostas contra aqueles que voltam das região afetada pelo ebola.

Ele disse que "os trabalhadores de saúde são pessoas excepcionais que estão se doando para a humanidade". O enviado especial disse que os que desenvolverem infecções devem receber apoio e não serem estigmatizados.

Restrições

Segundo Nabarro, não há base científica para a imposição de restrições de viagens e de quarentena para os trabalhadores de saúde que não apresentem nenhum sintoma da doença.

Ele afirmou que essa prática não deve continuar e pode prejudicar os esforços de mobilização de médicos e enfermeiros para trabalhar nos países afetados pelo ebola.

Nabarro disse que o Fundo da ONU de resposta ao ebola recebeu, até agora,  US$ 116 milhões para combater o surto. O custo total das operações deve chegar a US$ 1 bilhão, mas o enviado especial explicou que a meta da ONU e conseguir 500 milhões de dólares até o fim do ano.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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