ONU afirma que conflito na Ucrânia continua matando civis

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Alto comissário de Direitos Humanos disse que mais de 5 milhões de pessoas não têm acesso à educação, à saúde e à habitação; Zeid Al Hussein pediu a todas as partes que respeitem o cessar-fogo anunciado em setembro.

Ucrânia. Foto: ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU de Direitos Humanos, Zeid Al-Hussein, afirmou que o conflito na Ucrânia continua matando e ferindo civis.

Em seu relatório sobre a situação dos direitos humanos no país, divulgado esta quarta-feira, Al Hussein disse ainda que mais de 5 milhões de pessoas não têm acesso à educação, a serviços de saúde, à habitação e a meios para ganhar a vida.

Violência

Segundo ele, quase 40 mil pequenas e médias empresas nas cidades de Donetsk e Luhansk foram forçadas a fechar por causa da violência, deixando milhares de pessoas sem qualquer tipo de renda.

Al Hussein declarou que de abril a outubro, pelo menos 3660 pessoas foram mortas e 8756 feridas, no leste da Ucrânia. Desde que o cessar-fogo foi anunciado em 6 de setembro, o número de mortes chegou a 331.

O alto comissário da ONU pediu a todas as partes envolvidas no conflito que respeitem o acordo e suspendam os ataques contra civis e a infraestrutura das cidades.

Segundo o documento, apesar da ausência de operações militares de larga escala desde o cessar-fogo, em algumas regiões são registradas, quase diariamente, batalhas com o uso de artilharia, tanques e armas de pequeno porte.

Prisões

O relatório cita também um aumento das prisões feitas por grupos armados, assim como de relatos sobre tortura, execuções e violência sexual.

Zeid Al Hussein afirmou que todas as violações da lei internacional de direitos humanos devem ser detalhadamente investigadas e os responsáveis julgados.

O documento mostra ainda que dois projetos de lei adotados em setembro, esperando somente a assinatura do presidente ucraniano, podem ajudar no processo de reconciliação e na criação de um ambiente para uma paz sustentável.

Al Hussein afirmou que na República Autônoma da Crimeia, a situação dos direitos humanos continua marcada por múltiplas violações, incluindo o cerceamento das liberdades de expressão, de reunião pacífica e de religião ou crença.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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