OIT lança iniciativa para combater o trabalho infantil

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Países reunidos em encontro da agência da ONU em Lima, Peru, prometeram alcançar a meta de acabar com a prática até 2020; diretor-geral da organização afirmou que objetivo é restaurar os direitos de 168 milhões de crianças e adolescentes que sofrem com a situação.

Foto: Irin/David Longstreath

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, lançou esta quarta-feira uma iniciativa para aumentar os esforços de combate ao trabalho infantil.

O anúncio foi feito durante a 18ª Reunião Regional Americana da organização que está sendo realizada em Lima, no Peru. O documento foi assinado pelos ministros do Trabalho, autoridades de governos e pelo diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Erradicação

Ryder afirmou que os mais de 400 representantes de países e organizações que participam do encontro reafirmaram a promessa de alcançar o objetivo de erradicar essa prática até 2020.

Segundo ele, "a iniciativa faz parte de um esforço global para restaurar os direitos de 168 milhões de crianças e adolescentes afetados pelo trabalho infantil".

O diretor-geral da OIT lembrou que os países da América Latina e do Caribe tinham proposto erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2016 e eliminar todos os tipos até 2020.

Ryder disse que talvez essas metas não sejam alcançadas. Ele explicou que, nos últimos anos, a região conseguiu reduzir em 7,5 milhões o número de crianças que sofrem com o trabalho infantil.

40 anos

Mas o diretor da OIT disse que se a tendência atual continuar, serão necessários mais 40 anos para erradicar, de uma vez, esse problema.

Segundo dados da organização, existem 12,5 milhões de crianças executando algum tipo de trabalho infantil na América Latina e no Caribe, sendo que a maioria, 9,5 milhões, em ocupações consideradas perigosas.

A iniciativa da OIT tem como meta acelerar o processo de prevenção e eliminação do trabalho infantil, incluindo sugestões de como fortalecer os mecanismos de ação e de identificação dessa prática.

A declaração assinada em Lima afirma que a persistência do trabalho infantil, particularmente em suas piores formas, representa um fator que agrava a desigualdade social e que aprofunda a vulnerabilidade social e econômica.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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