Na Somália, Ban e Jim Yong Kim reforçam apoio à transição do país

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Visita de alto nível do secretário-geral e do presidente do Banco Mundial ocorreu num momento em que o país alcança "ganhos significativos contra milícia Al-Shabaab"; apenas 34% do apelo humanitário para o país foi atingido.

Ban Ki-moon e Jim Yong Kim comprometidos em ajudar o povo somali. Foto: Acnur

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU e o presidente do Banco Mundial chegaram esta quarta-feira a Mogadíscio, capital da Somália. Na visita, Ban Ki-moon e Jim Yong Kim expressaram apoio ao processo de transição e aos esforços para melhorar a segurança e o desenvolvimento na região do Corno de África.

A visita conjunta ocorreu num momento considerado importante para o país, que continua a obter significativos ganhos de segurança contra a insurgência das milícias Al-Shabaab.

Caminho

A Somália também tenta fazer as reformas políticas necessárias para conseguir realizar eleições nacionais em 2016. Ao chegar ao país, Ban Ki-moon afirmou que a ONU e o Banco Mundial estão comprometidos em ajudar o povo somali.

Ban considera que a nação "está no caminho certo" e afirmou estar confiante "de que o povo irá superar os desafios ainda enfrentados pelo país." O chefe da ONU disse que os somalis não estão sozinhos e que a ONU irá redobrar os esforços para ajudá-los.

Os desafios políticos, de segurança, de desenvolvimento e humanitários após duas décadas de conflito foram destacados na visita de Ban e Kim. Mas foram abordados também os progressos, como a criação de administrações regionais.

Estabilidade

A construção de uma Somália mais estável foi apontada como factor importante para garantir segurança e prosperidade económica em todo o Corno de África. O secretário-geral e o presidente do Banco Mundial defendem a inclusão dos marginalizados e vulneráveis, das mulheres, dos jovens e dos deslocados no processo de contrução da paz.

Para Kim, a transição é uma "oportunidade única para melhorar a vida das pessoas e envolvê-las em atividades económicas produtivas". O diretor do Banco Mundial destacou que a estabilidade e a segurança são pré-requisitos importantes para reduzir a extrema pobreza e melhorar a prosperidade do povo somali.

Financiamento

Segundo as Nações Unidas, cerca de 3 milhões de pessoas necessitam de assistência, mas até o momento, foi alcançado apenas 34% do apelo humanitário de US$ 933 milhões feito para a Somália em 2014.

Num comunicado conjunto divulgado após a visita ao país, Ban e Kim afirmam que governo e parceiros precisam encontrar uma solução mais sustentável para as secas e fome frequentes.

Neste sentido, o secretário-geral pede à comunidade internacional que contribua com fundos para que se alance o apelo humanitário. Ban e Kim encontraram-se com o presidente Hassan Sheikh Mohamoud e o primeiro-ministro Abdiweli Sheikh Ahmed.

Esta foi a segunda visita do secretário-geral à Somália, a primeira ocorrida em 2011.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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