Investimento estrangeiro direto na América Latina cai 23% neste ano

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Brasil registrou aumento de 8 % durante os primeiros oito meses de 2014; boa parte da queda se concentrou no México; dados são da Cepal e em comparação com o mesmo período do ano passado.

Investimento estrangeiro. Foto: Unodc

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A entrada de investimentos estrangeiros diretos na América Latina caiu 23% na primeira metade de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado. Eles totalizaram cerca de US$ 84 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 208 bilhões.

No Brasil, registrou-se um aumento de 8% durante os primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período de 2013. Os dados são da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal.

Brasil

Segundo o órgão, estimativas oficiais do Brasil indicam que os ingressos anuais de investimento estrangeiro direto serão semelhantes aos do ano anterior.

Em comunicado à imprensa, a comissão afirmou que em nível global, calcula-se que o fluxo destes recursos vai subir 10% durante 2014, graças, principalmente, ao investimento recebido pelos países desenvolvidos.

Os dados divulgados nesta quinta-feira correspondem à atualização feita anualmente pela Cepal dos principais números do informe "O investimento estrangeiro direto na América Latina e Caribe". A última edição foi lançada em maio.

Mineração

Entre os fatores da diminuição destes investimentos na região estão a ausência de grandes aquisições empresariais durante o primeiro semestre de 2014. Outro elemento importante para vários países é o esfriamento dos investimentos em mineração por conta da queda do preço dos metais.

Grande parte da queda se concentra no México onde a compra em 2013 da cervejaria Modelo pela multinacional Anheuser-Busch InBev aumentou muito o fluxo de investimentos estrangeiros diretos.

Além disso, durante o primeiro semestre deste ano registrou-se uma saída nestes investimentos como resultado da retirada da AT&T da participação na América Móvil.

A Cepal afirma também que além destes casos, o México continuaria recebendo fluxos destes recursos em patamares semelhantes aos cinco anos anteriores, com nível alto de entradas na indústria exportadora e, em particular, no setor automotivo.

Saída

A Cepal afirma que, por outro lado, o investimento direto estrangeiro que sai da América Latina e do Caribe, que havia registrado queda em 2013, "aumentou significativamente" na primeira metade de 2014. Com exceção do México, onde o fluxo ao exterior caiu 18%, todos os países com empresas de grande porte que atuam na região aumentaram o investimento no exterior.

De acordo com a comissão, no Brasil, "o investimento direto no exterior durante os primeiros oito meses do ano foi positiva pela primeira vez em 2010". A Cepal afirma também que "os fluxos negativos vistos em empréstimos entre matrizes e filiais estrangeiras continua em ritmo similar ao do ano passado, o que indica que a prática das empresas brasileiras de endividarem-se no exterior não mudou". Entre janeiro e agosto deste ano estes fluxos negativos teriam sido "compensados por um aumento de 48% nos aportes de capital".

Segundo a Cepal, entre outros países da região, os investimentos no exterior subiram 8% no Chile, 65% na Colômbia e 105% na Argentina.

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