FAO: agricultura familiar é necessária para garantir segurança alimentar

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Relatório da agência afirma que há potencial para o aumento da cooperação Sul-Sul na área de pesquisa agrícola; mais de 500 milhões de propriedades rurais familiares seriam responsáveis pela maior parte da produção mundial de alimentos.

Foto: FAO/Joerg Boethling

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lançou nesta quinta-feira o seu relatório anual sobre o Estado da Alimentação e Agricultura. O foco do documento este ano é a inovação na agricultura familiar.

Segundo o relatório, mais de 500 milhões de campos agrícolas familiares administram a maioria das terras agrícolas do mundo e são responsáveis pela maior parte da produção mundial de alimentos.

Segurança Alimentar

O documento analisa a agricultura familiar e o papel da inovação para garantir "a segurança alimentar global, a redução da pobreza e a sustentabilidade ambiental".

O texto afirma que o tipo de produção é necessário para garantir segurança alimentar global, proteger o meio ambiente e acabar com a pobreza e a desnutrição.

Pesquisa

Segundo a FAO, estes objetivos podem ser alcançados se políticas públicas apoiarem propriedades agrícolas familiares a serem mais "produtivas e sustentáveis".

De acordo com o documento, o Brasil fez 5% do total dos gastos públicos no mundo em pesquisa e desenvolvimento agrícola. Os dados são de 2009.

O relatório afirma que há potencial para o aumento da cooperação Sul-Sul na área de pesquisa e desenvolvimento agrícola entre países com grandes institutos públicos de pesquisa como o Brasil, a China e a Índia. O documento menciona também o potencial para colaboração entre institutos nacionais de pesquisa agrícola menores, com capacidade mais limitada, mas a  enfrentar desafios agro-ambientais semelhantes.

Pequenas Fazendas

Segundo o relatório, por falta de dados, não é possível estimar números globais ou regionais de campos agrícolas com tamanho menor de 1 hectare. No entanto, em diversos países, parcelas muito menores, como as de menos de 0,5 hectare, constituem parte significativa do total.

Em Moçambique, a percentagem  é de 10%. No Brasil, 6% . No geral, 35% das propriedades rurais do mundo estão na China; 9% na África Subsaariana e 4% na América Latina e Caraíbas.

O relatório foi apresentado pelo director-geral da FAO, José Graziano da Silva, na sede da agência, em Roma.

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