Expansão do ébola faz prever situação sem precedentes, diz ONU

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No Conselho de Segurança, chefe da Missão contra a doença apontou um défice de camas que deve superar 2,3 mil até dezembro; equipas encarregadas de enterrar os corpos devem aumentar 10 vezes.

Carência de material de proteção e pagamentos. Foto: OMS

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O chefe da Missão da ONU de Resposta de Emergência contra o Ébola, Unmeer, disse que deve-se conter a doença ou fazer frente a uma "situação inteiramente sem precedentes, para a qual não há planos da organização".

Através de videoconferência, Anthony Banbury falou ao Conselho de Segurança, esta terça-feira, na sessão que marcou a apresentação do informe da primeira missão de saúde pública de emergência da organização.

Necessidades 

Após a criação da Unmeer, em finais do mês passado, Banbury visitou os países mais afetados para apurar as necessidades e discutir as prioridades com vista a preencher as lacunas dos governos e de outros parceiros.

O ébola já fez mais de 4,4 mil óbitos e 8,9 mil casos e atinge principalmente a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Conacri.

Drama 

Para ilustrar o drama do surto, Banbury citou a projeção da Organização Mundial da Saúde, OMS, a apontar para o registo de 10 mil casos da doença por semana até 1 de dezembro.

O representante disse que, com base na projeção, haverá necessidade de 7 mil camas para tratamento. Como frisou, segundo os planos atuais espera-se ter 4,3 mil camas nos centros de tratamento de ébola até esse dia. Ele alertou que não há funcionários disponíveis para operar com base nos planos atuais.

Contaminação 

Entre as necessidades, o chefe da Unmeer apontou o pagamento dos funcionários e materiais para evitar a sua contaminação. Ele disse que a doença espalha-se mais em concentrações urbanas que precisam de assistências social.

Entre as intervenções necessárias contam-se mais 15 laboratórios de diagnostico  para processar 100 exames diários cada um.

Além disso, alertou é preciso aumentar as equipas encarregadas de enterrar os corpos de 50 para 500. Estas devem ser equipadas com cerca de 1 mil veículos além de material de proteção e pagamento.

Na ocasião, o secretário-geral assistente para Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun disse que as greves de enfermeiros e as tensões políticas devido à doença podem minar a segurança pública nos países afetados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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