Esquizofrenia é o tema deste ano do Dia Mundial da Saúde Mental

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OMS afirma que pessoas com a doença vivem muito menos do que a população em geral; agência da ONU calcula que mundo tem 21 milhões de pacientes.

Foto: OMS

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

A ONU marca o Dia Mundial da Saúde Mental, este 10 de outubro, destacando a esquizofrenia.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, quer aproveitar o tema "Vivendo uma Vida Saudável com Esquizofrenia" para ampliar sua defesa sobre todos os transtornos mentais graves.

Tratamento

O especialista da OMS Mohammad Taghi Yasamy disse que existem 21 milhões de pessoas com esquizofrenia no mundo, 12 milhões de homens e 9 milhões de mulheres.

Praticamente metade delas recebe tratamento de saúde, mas nos países de baixa e média rendas o índice é inferior.

Na África, por exemplo, 80% dos que sofrem da doença não recebem o tratamento adequado.

Expectativa de Vida

Segundo a agência da ONU, as pessoas com esquizofrenia vivem muito menos do que a população em geral. A expectativa de vida dos que sofrem de doenças mentais severas é de 10 a 25 anos mais baixa do que a das pessoas que não têm o problema.

A OMS explica que existem várias razões para isso, entre elas, um estilo de vida ruim, obesidade, fumo exagerado e bastante comum entre os que têm esquizofrenia e o sedentarismo.

Sendo assim, os especialistas dizem que os pacientes acabam desenvolvendo diabetes. A doença é duas ou três vezes mais comum entre essas pessoas.

Suicídio

Outro problema detectado entre os doentes mentais é a hiperlipidemia, onde ocorre um aumento da gordura no sangue levando a doenças cardiovasculares.

As pessoas com esquizofrenia sofrem com uma variedade de infecções e acabam morrendo desses problemas. O suicídio afeta 5% desse grupo.

O especialista disse que a OMS está encorajando os países a acelerar o processo de mudança de como os doentes são tratados.

Em vez de internações em clínicas para pessoas com transtornos mentais, a organização sugere tratamentos nas próprias comunidades em que vivem.

A OMS afirma que com um monitoramento regular da saúde e com um acompanhamento dos efeitos colaterais dos medicamentos, essas pessoas podem ter uma vida normal.

* Apresentação: Mônica Villela Grayley.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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