Enviado da ONU sobre ebola participa de cúpula em Cuba

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David Nabarro pediu aos países que sigam exemplos de Cuba e Venezuela na luta contra a doença; ele afirmou que cooperação e solidariedade são essenciais para combater o surto; em Serra Leoa, funcionário da ONU morre da doença e cônjuge recebe tratamento.

David Nabarro. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial do secretário-geral da ONU sobre ebola, David Nabarro, afirmou esta segunda-feira que cooperação e solidariedade são essenciais na luta contra a doença.

Nabarro fez a declaração durante a Conferência da Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América, Alba, que está sendo realizada em Havana, Cuba.

Funcionário da ONU Mulheres

Nesta segunda-feira, as Nações Unidas informaram que um motorista da agência ONU Mulheres morreu de ebola em Serra Leoa.

O porta-voz do secretário-geral Ban Ki-moon informou o óbito durante a entrevista diária a correspondentes na sede da organização.

Objetivo

A conferência em Havana, organizada pelo governo cubano, tem como objetivo definir a contribuição da Alba nos esforços de resposta e para evitar a transmissão da doença na região dos Estados-membros.

Nabarro pediu aos países da Alba e do resto do mundo que sigam os exemplos de Cuba e Venezuela na luta contra o vírus.

Ele disse que o governo cubano já enviou uma equipe de 165 médicos para a África Ocidental no início do mês e planeja mandar mais em breve.

No caso da Venezuela, o enviado especial da ONU disse que o país contribuiu com US$ 5 milhões, o equivalente a R$ 12 milhões, para o Fundo de Resposta das Nações Unidas.

Nabarro disse que o ebola não é mais uma emergência de saúde pública localizada. Segundo ele, o surto tem dimensões amplas e profundas nos setores econômico, humanitário, político e de segurança.

OMS

De Genebra, em mensagem de vídeo gravada, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, afirmou que a organização está pronta para ajudar os membros da Alba em tudo o que for possível.

Chan disse que "qualquer país com um aeroporto internacional, teoricamente, corre o risco de registrar um "caso importado" de ebola. Segundo ela, "todos devem respeitar esse vírus que representa um dos mais poderosos e mortais agentes patogênicos no planeta".

A diretora-geral da OMS disse que o surto na África Ocidental é a emergência de saúde mais severa já vista na era moderna.

Margaret Chan afirmou que "o vírus é mortal e as pessoas estão com medo mas ao mesmo tempo, um país bem preparado pode vencer o surto de ebola".

A chefe da OMS elogiou a decisão dos membros da Alba pela iniciativa de discutir e se preparar para combater possíveis casos da doença na região.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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