ECA sugere estratégia para transformar castanha de caju da Guiné-Bissau

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Autoridades guineenses pediram apoio da entidade para criar plano de desenvolvimento; entidade chama a atenção para o aproveitamento de recursos das 80 ilhas, da fertilidade da terra, do litoral rico e da biodiversidade.

Foto: PMA

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário executivo da Comissão Económica da ONU para África, ECA, apontou como prioridade da Guiné-Bissau desenvolver uma estratégia para transformar a sua castanha de caju.

Carlos Lopes realçou o facto de o produto ser uma importante fonte de receitas de exportação do país, que também deve dar primazia ao aumento da produtividade na agricultura e no agronegócio. As medidas seriam para aumentar o Produto Interno Bruto e criar mais empregos.

Oportunidades

O ECA anunciou que o Governo de Bissau pediu o apoio da entidade para elaborar e discutir o seu Plano de Desenvolvimento, com vista a reposicionar-se na agenda internacional e mobilizar interesses e recursos internacionais.

Recentemente, o chefe da comissão visitou o país lusófono, onde manteve contactos com o presidente guineense, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira. O representante destacou que deve ser aproveitada a estabilidade e a unanimidade do período pós-eleitoral, que neste momento podem ser traduzidos em oportunidades e possibilidades económicas.

Investimento

Na ocasião, o secretário executivo declarou que alterar a imagem guineense vai reverter a perceção negativa causada pela turbulência política do passado, que é essencial para atrair rapidamente investimento no país.

Lopes também fez menção à posição da Guiné-Bissau como um Estado com 80 ilhas, dotado de terra arável fértil, um litoral rico e uma biodiversidade única. O uso desses meios poderia mobilizar recursos de doadores a serem alocados para impulsionar os principais setores económicos.

Licenças

As atenções também foram para a costa marítima, pelas possibilidades de investimento na pesca "com aplicação de rigorosos mecanismos estabelecidos para licenças de pesca internacionais".

Lopes observou que não devem ser negligenciadas as oportunidades de integração regional ao citar o uso do Franco CFA no país. Para ele, o país pode beneficiar do fortalecimento das relações económicas com os países da região que partilham a mesma moeda.

As outras recomendações foram transformar o comércio informal e criar um sistema organizado de fiscalidade e alfândegas que aumentariam as receitas para o país além de gerar postos de trabalho. Mas o investimento no setor da energia foi considerado indispensável para a visão estratégica para o país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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