Ebola: OMS pede reforço na checagem de passageiros em três países

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Guiné, Libéria e Serra Leoa devem aumentar a revista das pessoas que deixam seus aeroportos, portos e fronteiras; comitê decide não ser necessária nenhuma restrição de comércio ou de viagens.

Na Serra Leoa, mulher mede temperatura de civil. Foto: © UNICEF/Bindra

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou esta quinta-feira recomendações para o controle da transmissão do ebola.

O órgão reiterou não ser necessário nenhum tipo de proibição de viagens ou de comércio internacional, o que poderia causar isolamento econômico.

Passageiros Revistados

Segundo os especialistas da OMS, restrições desse tipo podem contribuir também para a migração sem controle de pessoas que vivem nos três países mais afetados pelo vírus e assim, aumentar o risco de mais casos internacionais de ebola.

Para Guiné, Libéria e Serra Leoa, a OMS quer reforço da checagem de passageiros que deixam essas nações da África Ocidental. A vistoria de alta qualidade deve ser feita em aeroportos internacionais, portos e fronteiras.

Temperatura

A recomendação é para que, ao sair de um dos três países, os passageiros respondam a um questionário, tenham sua temperatura corporal checada e em caso de febre, seja investigado o risco de ser causada pelo ebola.

As nações devem coletar, monitorar os dados e compartilhar as informações com a OMS de maneira constante. Segundo a agência, foram registrados 9936 casos e 4877 pacientes morreram.

Com o aumento dos casos, a situação na Guiné, Libéria e Serra Leoa continua causando grande preocupação para a OMS. Sobre registros de ebola nos Estados Unidos e na Espanha, o comitê reforçou que a fonte dos casos teve origem na África Ocidental.

Conferências

A OMS reconhece que alguns países estão fazendo a vistoria de passageiros que chegam da África Ocidental. Para a agência, a checagem na entrada a aeroportos e portos pode ter um efeito limitado na redução do surto e sugere que sejam levadas em conta vantagens e desvantagens.

Para os países que estão considerando cancelar reuniões ou encontros internacionais, o comitê reconhece que são decisões complexas e devem ser tratadas caso a caso, baseadas nos riscos.

A OMS fornece orientações às nações que sediam ou vão sediar grandes encontros e na opinião do comitê, não é necessário proibir a participação de delegações dos países afetados pelo ebola. Mas a decisão final cabe à nação sede do evento.

Medidas

A opinião dos especialistas é unânime: o surto continua sendo uma emergência de saúde pública de preocupação internacional. A OMS diz que a ênfase principal deve ser em interromper a transmissão do vírus dentro dos três países africanos. A medida é a mais importante para prevenir que o ebola se espalhe para outras nações.

Outra recomendação é para que a comunicação com a população seja reforçada, para evitar o estigma, o medo e reações inapropriadas relacionadas ao ebola.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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