Ebola: farmacêuticas podem liberar milhões de doses de vacina em 2015

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Compromisso foi firmado pela indústria durante reunião com a Organização Mundial da Saúde, OMS; aos funcionários da ONU, secretário-geral diz ser preciso ter senso de urgência, mas sem causar pânico.

Foto: OMS/M. Missioneiro

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Companhias farmacêuticas estão comprometidas em acelerar a produção de vacinas contra o ebola, para que milhões de doses estejam disponíveis já em 2015.

O compromisso foi firmado durante reunião em Genebra com a Organização Mundial da Saúde, OMS. Outra aposta é para que centenas de milhares de doses já fiquem prontas até o final do primeiro semestre.

Países Participantes

Segundo a agência da ONU, os resultados da primeira fase de testes das vacinas mais avançadas devem ficar prontos em dezembro. Testes para determinar eficácia, segurança e dosagem necessária já começaram nos Estados Unidos, Reino Unido e Mali.

Em breve, Alemanha, Gabão, Suíça e Quênia também testarão as vacinas. A reunião, organizada pela OMS, teve a participação de representantes de governos de vários países, do Banco Mundial, da Fundação Bill e Melinda Gates, da Aliança Gavi e das farmacêuticas GlaxoSmithKline, Johnson & Johnson, Merk e New Link Genetics.

Funcionários

Nesta sexta-feira, em Nova York, o secretário-geral realizou uma reunião com funcionários da ONU, incluindo missões da organização na África, para falar sobre medidas de proteção ao vírus. Ban Ki-moon destacou que as Nações Unidas têm uma obrigação de ajudar os países afetados e ao mesmo tempo, proteger seus funcionários e as famílias.

Ban disse ser importante "manter a calma" e ter um "senso de urgência sem causar o pânico". O chefe da ONU pediu aos funcionários que tenham em mente não ser fácil contrair o ebola, porque a transmissão depende da exposição direta a fluídos corporais de alguém infectado.

Orientações

Estão em vigor protocolos rígidos nos países afetados para proteger as equipes da ONU e prevenir mais casos de ebola. Na sede da organização, Ban Ki-moon destacou que estão sendo realizados todos os procedimentos e a ONU trabalha em conjunto com o Departamento de Saúde de Nova York.

Os funcionários que chegam da Guiné, Libéria ou Serra Leoa são obrigados a checar sua temperatura corporal duas vezes por dia, durante 21 dias, período de incubação do vírus. Enfermeiras da ONU também avaliam os pacientes uma vez por semana. Uma sala de isolamento está disponível por precaução.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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