Crise económica causada pelo ébola pode atingir Guiné-Bissau

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Segundo representante da FAO junto à Cplp, surto afecta fluxo de mercadorias e de capitais nos países vizinhos à Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa; Hélder Muteia diz que toda a região está a sofrer impactos.

O vírus já matou mais de 4 mil pessoas. Foto: OMS/C. Black

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, está a acompanhar os impactos económicos e alimentares causados pelo surto de ébola na África Ocidental.

Até o momento, o vírus já matou mais de 4,4 mil pessoas, entre 8,9 mil casos registados. De Lisboa, o representante da FAO junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, falou à Rádio ONU sobre os efeitos na Guiné-Bissau, que faz fronteira com Guiné Conacri.

Medo e Receio

Hélder Muteia disse que a FAO tem uma preocupação com a influência do surto de ébola no fluxo de mercadorias.

"As pessoas vão estar limitadas nos seus movimentos, toda a região vai sofrer um pouco este impacto. As pessoas que iriam viajar, os investidores, as iniciativas, os projetos, os programas, vão ser sempre afectados por este medo, espectro de receio, espectro de fluxo de informação, de mercadorias, de capitais, vai estar afectado por esta crise. E nós tememos sim que a Guiné-Bissau venha a sofrer muito com esta crise criada e originada pelo ébola."

Segundo a Organização Mundial da Saúde, nenhum caso de ébola foi registado até o momento na Guiné-Bissau.

O representante da FAO, Hélder Muteia, afirma que a nação ainda precisa avançar na questão da segurança alimentar, que foi prejudicada devido à instabilidade política.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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