Conselho de Segurança estende mandato de Missão da ONU no Haiti

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Resolução foi adotada por unanimidade nesta terça-feira; extensão vai até 15 de outubro de 2015, "com intenção de renovação"; presença militar foi reduzida.

Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança decidiu estender o mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, Minustah, até 15 de outubro de 2015, "com intenção de renovação".

A resolução, que reduz o número de tropas militares da missão, foi adotada por unanimidade nesta terça-feira.

Transição

Em entrevista à Rádio ONU, o comandante das forças da Minustah, José Luiz Jaborandy Júnior, falou sobre o Haiti e a Missão das Nações Unidas no país que, segundo ele, está passando por um período de "consolidação".

"O Haiti vive hoje um impasse político entre o legislativo e o executivo. Infelizmente não houve consenso para a aprovação da lei eleitoral que iria viabilizar a realização, a necessária realização, das eleições previstas para 2014, então nós vivemos um momento de incerteza. E este momento de incerteza coincide exatamente com esta transição da nossa presença na área, a diminuição do componente militar. Então, o componente militar trabalha com o planejamento contínuo embasado na situação que nós temos no terreno e também cumprimos as decisões do Conselho de Segurança".

O general brasileiro falou à Rádio ONU na sede das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada, onde participou de encontro anual com todos os comandantes de Missões da organização.

A resolução adotada nesta terça-feira apela à Minustah que apoie o "processo político" no país. O Conselho reconheceu o progresso feito pelo Haiti durante o ano, mas afirmou que o país continua enfrentando "desafios humanitários significativos".

Saneamento Básico

Na semana passada, o Banco Mundial prometeu liberar US$ 50 milhões, o equivalente a cerca de R$ 120 milhões, para melhorar o sistema de abastecimento de água e saneamento básico do Haiti.

O anúncio foi feito antes da abertura da conferência de doadores “Haiti: Água Limpa, Melhor Saneamento e Saúde”. O encontro, em Washington, foi coordenado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

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