Clima de medo ameaça calar vozes independentes na Líbia, diz escritório

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Chefe de Direitos Humanos da ONU fala de ataques e perseguição de ativistas e profissionais da media; vítimas são baleadas, sequestradas ou ameaçadas de morte nas redes sociais.

Foto: Unesco

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O clima de medo de ataques contra ativistas da sociedade civil, aliado à total impunidade dos seus autores, ameaça "calar as poucas vozes independentes que emergem na Líbia".

As declarações foram feitas, esta terça-feira, pelo alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Alvos de Ataques

Zeid al Hussein disse que defensores da área, ativistas políticos, bloguistas e profissionais da media têm sido cada vez mais alvo de ataques de grupos armados na Líbia.

Conforme contou, uma equipa de direitos humanos da organização recebeu inúmeros relatos de atos como intimidação, assédio, sequestros e assassinatos de membros da sociedade civil.

A nota aponta o início do tipo de ações em meados de maio, com a intensificação de combates entre fações rivais na segunda maior cidade líbia, Bengazi, e depois na capital, Trípoli.

Fugas

Zeid afirma que vários ativistas dos direitos humanos fugiram do país e outros reduziram as suas ações ou esconderam-se para proteger-se a si e as suas famílias.

As vítimas foram baleadas "na rua, a caminho do trabalho ou a sair de orações em mesquitas". Várias pessoas têm recebido mensagens de texto ou são alvo de mensagens com ameaças de morte, sequestro ou estupro em redes sociais.

Zeid disse que o trabalho de ativistas da sociedade civil, jornalistas e defensores dos direitos humanos é particularmente importante no contexto do conflito na Líbia.

Atenção 

Conforme frisou, as vítimas de violações e de abusos dos direitos humanos no país contam com esses atores importantes para documentar e chamar a atenção para a sua situação.

Os exemplos de ataques incluem dois jovens que estavam entre 10 pessoas assassinadas a 19 de setembro em Bengazi. Num outro caso, um jornalista em Trípoli deixou o país, após receber ameaças de morte contra si e contra sua família.

Sequestrados

A lista de vítimas inclui um profissional de escrita que foi sequestrado na semana passada. O jornalista televisivo Mu’adh al-Thlib também foi vítima da ação em Trípoli, antes de ser libertado três dias depois.

Ainda na semana passada, um jornalista da rádio al-Watan, conhecido por al-Mu’tasem al-Warfalli, foi morto a tiros em Bengazi.

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