Chefe de assistência humanitária pede atenção para sofrimento do povo sírio

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Valerie Amos fez a declaração ao fim da visita de dois dias à Turquia; ela quer que a comunidade internacional lembre-se da urgente necessidade para uma solução política para o fim do conflito de três anos.

Valerie Amos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A subsecretária-geral de Assistência Humanitária da ONU, Valerie Amos, pediu a comunidade internacional que "lembre-se do sofrimento do povo sírio".

Ao fim de sua visita de dois dias à Turquia, Amos pediu atenção também sobre a "urgente necessidade de uma solução política para o fim do conflito que já dura três anos".

Refugiados

Ela disse que 900 mil refugiados sírios estão registrados na Turquia, mas que o número real deve chegar a 1,6 milhão.

A subsecretária-geral afirmou "que 200 mil civis fugiram da cidade de Kobane em direção ao território turco em questões de semanas e as autoridades turcas responderam imediatamente".

Amos agradeceu a generosidade do governo e da população turca por receberem os refugiados.

Segundo ela, quase 10 milhões de pessoas estão deslocadas ou deixaram a Síria por causa da violência no país. No Líbano, os refugiados sírios chegam a 1,1 milhão, um terço da população do país. Na Jordânia, são 619 mil registrados, mas calcula-se que o número seja bem mais alto.

Limite

Amos declarou que a ONU e seus parceiros continuarão fazendo o que for possível para ajudar os mais necessitados, mas "ao mesmo tempo alertou que há um limite para o que a comunidade humanitária possa fazer".

Ela explicou que "as Nações Unidas podem salvar vidas, fornecer roupas, abrigo, alimentos e educação para as crianças". Mas a subsecretária disse que a organização não pode prover a segurança que o povo tanto precisa".

Unicef

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, conseguiu entregar suprimentos humanitários, que incluem kits de higiene, cobertores, água e alimentos energéticos, na região norte de Aleppo.

A área abriga milhares de crianças que fugiram de Kobane por causa dos ataques realizados pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

A representante do Unicef na Síria, Hanaa Singer, disse que "este foi um avanço pequeno mas significativo nos esforços da agência para alcançar crianças nas áreas de mais difícil acesso devido ao conflito no país".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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