Cerca de um terço de sul-sudaneses enfrenta insegurança alimentar

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Situação grave afeta 4 milhões de pessoas; no Conselho de Segurança, chefe da operação de paz da ONU no país, Unmiss, alerta para "postura agressiva" do Exército com deslocados.

Conselho de Segurança discute situação do Sudão do Sul. Foto: ONU//Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de um terço da população do Sudão do Sul enfrenta insegurança alimentar grave.

São aproximadamente 4 milhões de pessoas, segundo a informação dada ao Conselho de Segurança, esta quarta-feira, pela chefe da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

Deslocados

Ellen Margrethe Løej considerou muito dramática a situação humanitária, ao explicar que mais de 1,8 milhões de sul-sudaneses são deslocados. No país, vivem 1,35 milhão e 453 mil fugiram para as nações vizinhas.

A representante explicou que a Unmiss acompanha de perto o que chamou de "postura agressiva" do Exército Popular de Libertação do Sudão, Spla, com os deslocados internos abrigados numa área de proteção da operação de paz em Bentiu, no norte.

Estatuto Especial

No total, 100 mil pessoas continuam nas instalações das Nações Unidas no país, onde procuraram abrigo desde o início do conflito entre o exército e os rebeldes em dezembro. Pelo estatuto especial dos locais, tanto as forças governamentais como os rebeldes não têm acesso aos campos.

A Unmiss diz que investiga, igualmente, alegações da morte de civis no contexto das hostilidades na área de Renk, no norte. Os atos teriam ocorrido na segunda metade de setembro na área do estado do Alto Nilo.

Condições Difíceis

O informe ilustra o trabalho em condições difíceis de agências de ajuda humanitária que apoiam os necessitados. Cerca de 3,2 milhões de pessoas tiveram alguma forma de assistência humanitária durante este ano.

Antes de apresentar o informe ao Conselho, Ellen Margrethe Løej disse à Rádio ONU que a Unmiss monitoriza de perto as negociações entre as partes em conflito. As conversações são mediadas pela Autoridade Intergovernamental da África Oriental, Igad, após uma interrupção ocorrida em princípios deste mês.

A representante diz crer na continuação de desafios para o mais novo país africano, pela sua extensão, pela guerra e pelos problemas como falta de infraestruturas, de transporte além das condições de vida precárias.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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