Cepal: exportações estagnaram pelo 3º ano consecutivo na América Latina

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Relatório da Comissão Econômica da ONU para a região afirma que baixo desempenho foi causado pela lenta recuperação internacional; exportações brasileiras devem cair 3% em 2014.

Exportações estagnadas. Foto: Cepal

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, alertou que as exportações na região ficaram estagnadas pelo 3º ano consecutivo.

O relatório da organização, divulgado esta quinta-feira, afirma que o comércio exterior da região deve aumentar apenas 0,8% neste ano. Em 2011, as exportações cresceram 23,5%, no ano seguinte subiram somente 1,6% e no ano passado tiveram uma retração de 0,2%.

Fraco Desempenho

O secretário-executivo adjunto da Cepal, Antonio Prado, falou à Rádio ONU, de Santiago do Chile, sobre as razões desse fraco desempenho.

"Basicamente nós temos o problema da continuidade da crise internacional, que afeta o crescimento da Europa. A Europa continua num processo de estagnação relativa e também afeta a taxa de crescimento da China. A China se transformou na principal sócia comercial de vários países da região, como por exemplo, o Brasil."

Antonio Prado explicou ainda a situação específica do Brasil no relatório.

"O Brasil teve uma queda no crescimento das exportações de 3%. É isso que indica a nossa projeção para 2014, no caso do Brasil. Também nesse caso, as exportações brasileiras são afetadas pela redução dos preços internacionais de commodities, mas também afetada pelo próprio comércio intrarregional, principalmente com o comércio com a Argentina."

Importações

O documento cita ainda que as importações devem cair 0,6% neste ano depois de uma alta expressiva de 21,7% em 2011 e de 3% nos dois anos seguintes.

Os especialistas da organização dizem também que o fraco desempenho do comércio exterior regional se deve, principalmente, à baixa demanda externa de alguns de seus principais mercados, em especial a União Europeia.

A secretária-executiva da Cepal, Alícia Bárcena, afirmou que o mercado regional é fundamental para o desenvolvimento para o comércio na América Latina e no Caribe.

Segundo ela, o aprofundamento desse mercado representa uma estratégia indispensável para avançar rumo à inserção internacional mais orientada para uma mudança estrutural.

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