Ban apela à rapidez internacional na entrega de ajuda em Gaza

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Secretário-geral fez a declaração nesta terça-feira em reunião sobre o Oriente Médio no Conselho de Segurança; em viagem à região na semana passada, chefe da ONU também visitou Egito, Israel e Palestina.

Foto ONU/Rick Bajornas

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral afirmou que promessas de reconstrução feitas na recente conferência de doadores de Gaza devem se "materializar rapidamente" em ajuda concreta no local, especialmente com a aproximação do inverno.

A declaração foi feita nesta terça-feira em reunião sobre o Oriente Médio no Conselho de Segurança.

Viagem

Em recente viagem à região Ban Ki-moon esteve em Jerusalém, Ramallah, Gaza, sul de Israel e visitou ainda Tunísia, Líbia e Egito. No Cairo, ele participou da conferência de doadores sobre a reconstrução de Gaza.

Segundo Ban, eles "superaram as expectativas" com promessas de cerca de 50 países no valor de US$ 5,4 bilhões, o equivalente a quase R$ 13,2 bilhões.

No momento, mais de 100 mil residentes de Gaza permanecem sem casa, com quase 50 mil abrigados em escolas da ONU. Muitos ainda estão sem acesso à rede municipal de água e falta de energia é comum.

Investigação

O secretário-geral pediu uma "investigação minuciosa" sobre os incidentes em que instalações da ONU foram atingidas e pessoas morreram. Um Comitê de Inquérito independente foi criado para investigar os casos mais graves, assim como casos em que armamento foi encontrado em instalações da ONU.

Ele reiterou que o "lançamento  de foguetes é inaceitável e que eles trouxeram  apenas sofrimento".

Ban afirmou que "compreende perfeitamente a ameaça de foguetes e túneis à segurança de Israel" e que "ao mesmo tempo, a escala de destruição em Gaza levanta profundas questões de proporcionalidade".

Esperança

O chefe da ONU disse que "apesar da dura realidade no terreno, deixou Gaza com uma medida de esperança".

Ban declarou que a "lei internacional é clara e que atividade de assentamento é ilegal".

Ele afirmou que a retomada de negociações indiretas entre palestinos e israelentes, sob os auspícios do Egito, é um passo bem-vindo, elogiando medidas de Israel para aliviar restrições à circulação e ao comércio da Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Ban afirmou que o "ciclo de construção e destruição deve acabar". Ele disse para uma estabilidade de longo prazo em Gaza, é preciso abordar as causas do conflito.

Síria

Sobre a Síria, o secretário-geral reiterou seu pedido a todos os lados que protejam civis na cidade de Kobane. Ele afirmou que além da "barbaridade" do Daesh, denominação em árabe do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, o governo sírio "continua a atacar áreas povoadas de forma brutal e indiscriminada".

Ban também mencinou combates no Líbano e saudou os esforços do primeiro-ministro Tammam Salam e líderes libaneses para manter a unidade nacional e pediu aos flexibilidade para abrir o caminho para a eleição de um presidente.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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