Ban apela a palestinos e israelenses por empenho no processo de paz

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Nesta segunda-feira, o secretário-geral se reuniu com os primeiros-ministros Hamdallah e Netanyahu; no domingo, Ban Ki-moon anunciou viagem a Gaza após conferência de doadores no Cairo.

Ban Ki-moon. Foto: ONU/Rick Bajornas

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU pediu a palestinos e israelenses que "mostrem coragem e continuem o empenho em um processo de paz significativo". Ban Ki-moon se reuniu nesta segunda-feira em Ramallah com o primeiro-ministro palestino Rami Hamdallah, e em Jerusalém com chefe de governo israelense Benjamin Netanyahu.

No domingo, Ban Ki-moon participou, no Cairo, de uma Conferência para Reconstrução de Gaza e anunciou viagem ao local para conferir de perto a situação.

Esperança

Falando a jornalistas em Ramallah ao lado do primeiro-ministro palestino, Ban disse que a última vez que esteve na região, em julho, era um "momento tremendamente difícil" e mencionou o conflito em Gaza.

Ele declarou que estava no local "com uma mensagem de esperança de reconstrução na área e criação de um futuro melhor para o povo".

Ban afirmou que "reconstrução é importante, mas que também é preciso enfrentar as causas da instabilidade em Gaza" e que esta seria "a única forma de evitar outro conflito trágico no futuro".

O chefe da ONU citou que durante seu mandato como secretário-geral, "Gaza sofreu destruição três vezes" e que é preciso interromper "este interminável e desnecessário ciclo de sofrimento".

Dois Estados

Ban disse que é preciso "dar atenção à Cisjordânia" e "condenou fortemente a atividade de assentamento contínuo de Israel". Ele afirmou que as Nações Unidas "vão continuar a apoiar inteiramente todas as ações para alcançar uma solução negociada de dois estados".

Em Jerusalém, o chefe da ONU falou a jornalistas ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele apelou a líderes e Estados-membros que achem "o caminho para a paz e contribuam para a reconstrução de Gaza".

Segundo Ban, ao final do conflito, mais de 2,1 mil palestinos, 70 israelenses e um cidadão de outro país foram mortos.

Ele afirmou que do outro lado da fronteira, havia "medo" por parte dos israelenses por suas "vidas e segurança" e que "consistentemente condenou o lançamento de foguetes do Hamas e outros grupos armados, túneis e quebras do cessar-fogo".

Ban afirmou que "palestinos e israelenses devem tomar medidas para construir confiança" e que é preciso retornar às negociações. O chefe da ONU declarou estar "muito preocupado com o anúncio recente de avançar os assentamentos em Jerusalém Oriental" o que estaria em "clara violação da lei internacional".

O secretário-geral declarou que "ação unilateral não é alicerce para o futuro" e que "a solução de dois estados é a única maneira de trazer paz aos dois lados".

Durante a viagem a Jerusalém nesta segunda-feira, Ban Ki-moon também esteve com o presidente de Israel Reuven Rivlin e com o líder da oposição Isaac Herzog.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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