Ban alarmado com situação na Síria

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Secretário-geral pediu medidas para evitar massacre em Kobane; em entrevista coletiva na ONU, ele falou ainda sobre o surto de ebola e a situação no Oriente Médio.

Ban durante coletiva de imprensa em Nova York. Foto: ONU/Mark Garten

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esta quinta-feira que está alarmado com a situação na Síria.

Na entrevista a jornalistas na sede das Nações Unidas, Ban pediu que sejam adotadas medidas para se evitar um massacre e para proteger os civis na cidade de Kobane, no norte do país.

Ameaça Iminente

Ele declarou que os sírios estão sob ameaça iminente. Segundo o secretário-geral, além das barbaridades cometidas pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, o governo da Síria continua atacando de forma indiscriminada áreas de população civil.

Ban afirmou que o fenômeno Isil na Síria é a consequência e não a causa do conflito. Ele declarou que o grupo islâmico vai continuar ameaçando a Síria a menos que as profundas divisões políticas sejam resolvidas através de um processo confiável e abrangente.

Oriente Médio

O secretário-geral disse que em sua recente viagem ao Oriente Médio levou duas mensagens: a reconstrução de Gaza e a retomada das negociações de paz entre palestinos e israelenses.

Ban disse que em sua visita à Faixa de Gaza, há dois dias, viu comunidades inteiras destruídas e uma economia em ruínas. Ele se encontrou com os pais de algumas das 500 crianças mortas durante o conflito, que durou 51 dias.

Gaza. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O chefe da ONU contou que visitou também um kibutz, comunidade israelense na região sul do país, e se reuniu com os pais de uma criança de quatro anos morta por um foguete disparado pelo grupo Hamas.

Ele visitou ainda alguns túneis subterrâneos descobertos há alguns meses, no território israelense, bem antes do início do conflito.

O chefe da ONU declarou que na conferência de doadores realizada no Cairo, no domingo, a comunidade internacional mostrou solidariedade ao prometer US$ 5,4 bilhões, o equivalente a R$ 13 bilhões, para reconstruir Gaza.

Impasse

O secretário-geral afirmou que a situação em Gaza é um sintoma de um problema maior: o impasse no Processo de Paz do Oriente Médio. Ele disse que as pessoas estão desiludidas com os esforços de décadas que fracassaram em chegar a um acordo.

Mas Ban declarou que a solução de dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança é o único caminho para acabar com o ciclo, sem sentido, da guerra.

Segundo ele, a comunidade internacional tem a obrigação de pressionar pela paz.

Ebola

O chefe da ONU mostrou preocupação também em relação ao ebola.

Ban declarou que o surto da doença representa um grande e urgente problema global que exige uma resposta mundial do mesmo nível.

Segundo ele, a população e os governos dos países da África Ocidental estão demonstrando resiliência, e dezenas de nações já mostraram solidariedade.

O chefe da ONU disse que é preciso transformar as promessas em ações. Ele afirmou que são necessários mais médicos, enfermeiros, equipamentos, centros de tratamento e meios para retirada de pacientes.

Ban citou o apelo à comunidade internacional de US$1 bilhão para combater o surto e que poderá ajudar a atingir a meta de reduzir o ritmo de propagação até 1º de dezembro.

O secretário-geral afirmou que "o ebola pode ser derrotado se todos trabalharem juntos de forma eficaz". Segundo ele, todos têm a responsabilidade de agir".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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