Assembleia Geral faz reunião especial sobre situação atual do ebola

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Presidente do órgão disse que apesar dos esforços no combate ao surto, ebola continua destruindo comunidades; Sam Kutesa alertou que o ebola pode atingir qualquer país.

Agentes de saúde na Libéria. Foto: ©Unicef/NYHQ2014-1027/Jallanzo

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Assembleia Geral da ONU realizou esta sexta-feira uma reunião para debater o combate ao surto de ebola.

O presidente do órgão, Sam Kutesa, disse que a situação na África Ocidental é extremamente frágil.

Alto Risco

Kutesa afirmou que na linha de frente da epidemia, trabalhadores humanitários, médicos, enfermeiros e civis estão enfrentado um alto risco pessoal para fazer o trabalho.

Ele declarou que apesar desses "esforços heroicos", o surto continua destruindo comunidades com o número de mortos aumentando diariamente.

Segundo Kutesa, o vírus representa uma ameaça que pode facilmente atingir qualquer país.

Ação

Já vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, que também participou da reunião, afirmou que "agora é a hora da ação".

Eliasson disse que "a resposta ao ebola deve ser rápida e eficaz para enfrentar o tamanho e a urgência desse desafio".

Segundo ele, a crise é multidimensional com efeitos não somente na saúde pública, mas também na segurança alimentar, nos setores socioeconômicos e na estabilidade política dos países.

Desafio

O coordenador sênior da ONU sobre o Ebola, David Nabarro, afirmou que trabalha em saúde pública há 35 anos e já enfrentou várias epidemias durante este período.

Mas o médico afirmou "que nunca teve de encarar um desafio como esse em toda a vida profissional".

Ele explicou que a razão para isso é que o surto saiu de áreas rurais e está chegando a cidades. Segundo Nabarro, a doença não está afetando mais uma região delimitada, está atingindo toda a região e com impacto no mundo inteiro.

O coordenador da ONU declarou que a epidemia está avançando mais rápido do que os esforços de controle. Ele espera conseguir conter o surto em alguns meses.

Catastróficas

O chefe da Missão de Resposta de Emergência Contra o Ebola, Anthony Banbury, falou por videoconferência, de Acra, capital de Gana, sobre os trabalhos da equipe.

Ele disse que suas primeiras impressões da visita aos três países mais atingidos: Libéria, Serra Leoa e Guiné foram "profundamente preocupantes".

O chefe da Unmeer afirmou que "as consequências dessa doença são catastróficas".

Para combatê-la, Banbury disse que a missão vai ter de seguir alguns princípios. Em primeiro lugar, manter os membros da equipe saudáveis, sem isso, os esforços não serão possíveis.

Ele disse que a missão deve apoiar as operações nacionais e os líderes dos países, como também, o trabalho da Unmeer não deve substituir ou duplicar os planos nacionais.

E finalmente, Banbury afirmou que a resposta da equipe deve ser preparada especialmente por país e para lidar com cada circunstância.

Pelo último boletim da Organização Mundial da Saúde, divulgado nesta sexta-feira, o número de casos de infecções do ebola chegou a 8399. A doença já matou 4033 pessoas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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