Alto comissário da ONU alerta que ebola e Isil foram ignorados pelo mundo

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Zeid Al Hussein afirmou que ebola tem potencial para destruir os direitos humanos dos sobreviventes e dos países afetados pela doença; ele disse que grupo terrorista em ação na Síria e no Iraque é a antítese dos direitos humanos.

Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, alertou que o surto de ebola e o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, são duas ameaças ignoradas pelo mundo.

Em sua primeira entrevista coletiva, esta quinta-feira em Genebra, Al Hussein afirmou que apesar de conhecer os problemas, a comunidade internacional interpretou mal o potencial das duas ameaças.

Pobreza

O alto comissário disse que "o potencial do ebola de destruir os direitos humanos dos sobreviventes e dos países afetados quase não foi discutido".

Segundo ele, o vírus avança graças a um conjunto de pobreza crônica, falta de serviços públicos adequados e também a falta de confiança nas autoridades.

Al Hussein declarou que é fundamental que qualquer pessoa com ebola seja tratada com dignidade e sem estigma ou marginalizadas.

O alto comissário explicou que seu escritório está preparando um guia de quarentena. Ele disse que se o sistema for aplicado de forma inadequada pode não só violar um grande número de direitos humanos, mas também acelerar a transmissão de doenças como o ebola.

Advertência

O chefe de Direitos Humanos da ONU advertiu sobre a implementação de punições contra as respostas de saúde pública.

Segundo ele, isso pode piorar a situação, "levando pessoas que possam ter a doença para prisões superlotadas causando uma catástrofe".

Em relação ao Isil, Al Hussein afirmou que o grupo é a antítese dos direitos humanos. Segundo ele, "os extremistas matam, torturam e estupram. Sua ideia de justiça é cometer assassinatos".

Movimento Diabólico

O alto comissário disse que "o Isil não poupa ninguém. Mulheres, crianças, idosos, doentes ou feridos. Ninguém que não pense como eles".

O representante da ONU declarou que nenhuma religião ou etnia está segura.

Ele classificou o Isil como um "movimento diabólico e potencialmente genocida que se tornou o produto de um casamento perverso e letal entre uma nova forma de aniquilação e a era digital.

Al Hussein disse que "o grupo usou a mídia social e a internet para fazer uma lavagem cerebral e recrutar pessoas pelo mundo inteiro".

O alto comissário lembrou que está em andamento uma missão, requisitada pelo Conselho de Direitos Humanos, para investigar as violações e os abusos que estão sendo cometidos no Iraque.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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