Unicef e PMA alcançam mais de 500 mil pessoas no Sudão do Sul

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Agências estão a concluir sua 25ª missão de emergência conjunta para levar suprimentos e serviços vitais às regiões mais remotas e atingidas por conflitos no país.

Helicóptero do PMA entrega alimentos a sul-sudaneses. Foto: PMA/George Fominyen

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estão a concluir sua 25ª missão de emergência conjunta no Sudão do Sul.

O objetivo é levar suprimentos e serviços vitais às regiões mais remotas e atingidas por conflitos no país.

Crianças

As equipas conjuntas levam assistência por avião e helicóptero. Elas já chegaram a mais de 500 mil pessoas, incluindo 100 mil com menos de cinco anos de idade.

O PMA fornece assistência alimentar e suplementos nutricionais enquanto o Unicef fornece apoio de nutrição e saúde básica incluindo imunização de crianças. Cem mil foram vacinadas contra sarampo e 83 mil contra pólio.

A ajuda inclui água, itens de higiene e material didático.

Segundo o representante do Unicef no Sudão do Sul, Jonathan Veitch, "estas missões alcançam pessoas que têm fugido por suas vidas". Ele afirmou ainda que "elas perderam ou deixaram tudo para trás e seu alívio de que alguém tenha finalmente chegado para ajudar e não fazer mal é palpável".

Deslocados

Segundo as agências, dos mais de 1,8 milhão de sul-sudaneses que fugiram de suas casas por conta do conflito, cerca de 1,4 milhão permanecem deslocados dentro do país.

A maioria está abrigada em regiões remotas e de difícil acesso e mais de metade delas são crianças.

O Unicef e o PMA afirmam estar a preparar outras missões para chegar a mais comunidades que precisam e fornecer assistência contínua às areas que já foram alcançadas. As agências mencionam a estação das secas e o possível aumentos nos combates.

Unmiss

Nesta terça-feira, a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, negou "categoricamente" as alegações publicadas em uma página na internet a favor da oposição armada. Elas acusam as forças de paz de instalarem cercas de arame farpado em torno de guarnições do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, na sigla em inglês.

Em nota, a Unmiss declara ser mandatada pelo Conselho de Segurança para, entre outras coisas, proteger civis e faciliar a entrega de assistência humanitária.

O comunicado afirma que a Missão "manteve consistentemente uma posição de estrita imparcialidade no conflito em curso no Sudão do Sul, na manutenção do seu mandato e que não há qualquer verdade nas alegações feitas no artigo do site nyamile.com".

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