Timor-Leste fala em "momento difícil para a comunidade das nações"

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Na Assembleia Geral, primeiro-ministro destacou conflitos em várias regiões do mundo e boas relações de seu país com a Indonésia ; à Rádio ONU, Xanana Gusmão declara que Cplp "necessita de reorientação" e faz apelo por mais apoio à Guiné-Bissau.

Xanana Gusmão em discurso na Assembleia Geral. Foto: Rádio ONU

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O primeiro-ministro do Timor-Leste discursou na 69ª sessão da Assembleia Geral na noite desta quinta-feira. Xanana Gusmão começou sua fala afirmando que "países frágeis ou pós-conflito estão menos capazes de atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio."

"A profunda apreensão sobre o momento particularmente difícil que a comunidade das nações está a viver. Em 2000, os desafios provinham do estado da extrema pobreza. Catorze anos são passados e pouco se alcançou. Os desafios considerados em 2000 tomaram um outro rumo, elevando os problemas ao nível do aumento de tensões e conflitos em muitas regiões do mundo."

Uso da Força

Em seu discurso, Xanana Gusmão defendeu que o uso da força militar "não estabelece valores universais nem constroi democracias".

O primeiro-ministro timorense afirmou que os conflitos no Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria e Ucrânia "deveriam fazer a comunidade internacional tirar suas conclusões sobre padrões que vem sendo aplicados nestes contextos".

Reconciliação

Na Assembleia Geral, Xanana Gusmão destacou os 12 anos da independência do Timor-Leste e as relações com a Indonésia.

"Também com a Indonésia, juntos, abrimos o caminho para uma sincera e genuína reconciliação. Cultivamos um relacionamento sólido e de cooperação entre os nossos Estados e povos. Para Timor-Leste, a Indonésia, com a sua sociedade pluralista e tolerante, mais do que um vizinho próximo, é uma inspiração para o nosso país."

Timor-Leste assumiu recentemente a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp. Em entrevista à Rádio ONU logo após seu discurso, Xanana Gusmão falou sobre a importância do órgão ajudar a Guiné-Bissau. 

Oportunidade

"Na Cplp, vimos que precisamos de uma reorientação, com pensamento para o setor econômico dos países da Cplp. Quanto à Guiné-Bissau, um país que com muito potencial, conseguiram sair do pesadelo do passado. É neste sentido que estou a pedir, a fazer um apelo para que todos os cantos possam ajudar os guineenses, que são pessoas lindas, são tão pacíficas. E estão à espera não é de um gesto de caridade, é de uma oportunidade." 

Xanana Gusmão também afirmou que continua no cargo de primeiro-ministro do Timor-Leste até pelo menos o mês de dezembro.

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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