Setor financeiro dará US$ 200 bilhões para combater mudança climática

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Chefes de Estado, empresários e sociedade civil concordaram em implementar ações nos setores financeiro, indústria, agrícola e de florestas; secretário-geral afirmou que Cimeira do Clima mostrou uma nova forma de cooperação global.

Cimeira do Clima 2014. Foto: ONU/Cia Pak

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU anunciou várias iniciativas para combater a mudança climática na Cimeira do Clima 2014, realizada esta terça-feira na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Segundo Ban Ki-moon, chefes de Estado, empresários e representantes da sociedade civil concordaram em implementar ações nos setores financeiro, indústria, agrícola e de florestas.

Coalizões

A proposta é formar coalizões de cidades, empresas e cidadãos com o objetivo de cortar as emissões dos gases que causam o efeito estufa, fortalecer a resiliência aos impactos climáticos e do aquecimento global.

Ban afirmou que "a mudança está no ar". Segundo ele, a Cimeira do Clima mostrou uma nova forma de cooperação global e que muitos parceiros estão prontos para confrontar os desafios climáticos.

O chefe da ONU disse que "o mundo finalmente acordou para as oportunidades sociais e econômicas na ação contra a mudança do clima". Para Ban, "a conferência mostrou um nível de ambição nunca visto antes e produziu ações e iniciativas que vão fazer uma diferença significativa".

US$ 200 Bilhões

Entre as principais ações anunciadas estão a mobilização para arrecadar  US$ 200 bilhões em recursos financeiros dos setores público e privado até o fim de 2015. Metade desse valor virá de investidores institucionais.

O dinheiro será utilizado em investimentos em baixo carbono, em novas tecnologias e serviços para reduzir as emissões de gases, principalmente em países em desenvolvimento.

Companhias de gás e petróleo e países produtores se uniram para cortar as emissões do gás metano, fuligem e hidrofluorcarbono, HFCs. Esses poluentes são responsáveis por boa parte do aumento da temperatura global.

Segundo os especialistas, uma ação é necessária especialmente no setor petroleiro, que é responsável por mais de 20% das emissões de metano, atrás apenas do setor de agricultura.

Florestas

Mais de 150 parceiros, incluindo 28 países, firmaram a Declaração sobre Florestas que determina a redução, pela metade, do desmatamento até 2020 e o fim da prática até 2030.

Na agricultura, a meta é ajudar 500 milhões de pequenos agricultores a reduzir as emissões e aumentar a resiliência.

As cidades, que são responsáveis por 70% das emissões que causam o efeito estufa, terão um papel importante na redução da poluição.

Mais de 200 prefeitos de várias partes do mundo adotaram estratégias para cortar as emissões. Isso pode evitar o despejo de 2 gigatoneladas de dióxido de carbono na atmosfera.

O setor de transportes contribui com aproximadamente 22% das emissões de gases que causam o efeito estufa e quase 19% das emissões de fuligem.

A meta é que os veículos elétricos correspondam a pelo menos 30% da frota total de carros. Outro objetivo é melhorar a eficácia dos meios de transportes.

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