Saída de tropas internacionais encoraja insurgência no Afeganistão

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Enviado da ONU menciona aumento de mortes em 15% este ano; informe aponta para mudança de tática de rebeldes para tentar controlar o país.

Jan Kubis falou ao Conselho de Segurança. Foto: ONU/Amanda Voisard

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante do secretário-geral no Afeganistão disse que a retirada de forças internacionais, prevista para este ano, teria encorajado alguns elementos da insurgência no país "que acreditam que podem conseguir uma vitória militar".

O número de civis mortos no país ultrapassou os 2,3 mil nos primeiros oito meses deste ano, declarou Jan Kubis nesta quinta-feira. O valor corresponde a uma subida de 15% em relação ao mesmo período de 2013.

Civis

O informe, apresentado por videoconferência ao Conselho de Segurança, aponta para 4533 feridos principalmente em confrontos no terreno. Conforme apontou, os civis têm arcado com o peso do conflito.

Os dados realçam que as baixas verificadas nos confrontos armados durante o período refletem um aumento de 16% de mulheres e 24% de crianças, se comparados ao ano passado.

Táticas

O representante apontou para uma mudança tática na insurgência que tenta "não somente perturbar mas exercer o controlo territorial" em todo o Afeganistão.

Kubis afirmou que os meses de impasse político encorajaram a afirmação de indivíduos, grupos contrários, alianças de redes criminosas, grupos terroristas transnacionais e insurgentes contra o governo.

Para ele, os graves e crescentes desafios enfrentados pelo Afeganistão exigem um rápido acordo para a criação de um governo de unidade nacional.

Impasse Político

O responsável falou de discussões nas últimas semanas entre os candidatos da segunda volta das presidenciais. Como explicou, os encontros entre Abdul Abdullah e Ashraf Ghani estendem-se por altas horas da noite e estão próximos do fim apesar de questões vitais por superar.

O enviado vê o impasse prolongado como um fator que aprofunda a crise, que já teve pesados efeitos políticos, de segurança e económicos com "riscos reais" para o futuro do Afeganistão.

Paquistão

Mas referiu que uma das relações mais importantes e desafiadoras do Afeganistão é com o Paquistão.

Como afirmou, sob nova administração afegã será possível uma reposição para avançar nos desafios partilhados da gestão das fronteiras, do desenvolvimento económico e combate ao terrorismo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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