Relatório do Unicef indica que mortalidade infantil caiu 49%

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Dados referem-se ao período de 1990 a 2013; apesar do progresso, 6,3 milhões de crianças menores de 5 anos morreram no ano passado; Angola foi o país com mais número de óbito; Timor-Leste alcança metas de redução.

Relatório de mortalidade infantil. Foto: Unicef

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

Um relatório das Nações Unidas revela que as taxas globais de mortalidade infantil caíram 49% entre 1990-2013. Os dados constam do relatório "Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2014", divulgado esta terça-feira, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

O documento mostra que 6,3 milhões de menores de 5 anos morreram no ano passado de doenças que poderiam ter sido evitadas. O resultado é um pouco menor do que foi registrado no ano anterior mas representa aproximadamente 17 mil mortes de crianças por dia.

Angola

Segundo o Unicef, Angola é o país onde são registrados mais casos de mortes nesta faixa etária. Foram 167 óbitos para cada mil nascimentos vivos. Mesmo assim, em 23 anos, houve uma redução de 28%.

O levantamento mostra que em Angola, uma criança tem 84 vezes mais chance de morrer antes de completar o quinto aniversário do que em Luxemburgo.

O Brasil ocupa a 118ª. posição na lista da ONU, são 14 mortes de crianças menores de cinco anos para cada mil nascimentos vivos. O país foi um dos que registaram os maiores progressos com uma queda de 78% durante o mesmo período.

Em 1990 foram 218 mil mortes de crianças nesta faixa, em 2013 esse número caiu para 41 mil.

Brics

O Brasil está praticamente no mesmo patamar da Argentina, do México e de parceiros do Brics, Rússia e China.

Entre os demais países de língua portuguesa, Guiné-Bissau aparece em 6º lugar com o maior número de mortes. Já Moçambique ocupa a 21ª posição com Timor-Leste em 44º, São Tomé e Príncipe no 50º lugar e Cabo Verde na posição 80.

A mortalidade infantil é mais baixa em Portugal, onde apenas quatro crianças, com menos de cinco anos, morrem em cada mil nascimentos vivos.

Progresso

O chefe do Programa de Saúde Global do Unicef, Mickey Chopra, afirmou que "houve um dramático e rápido progresso na redução da mortalidade infantil". Segundo ele, "os dados

Foto: Unicef

comprovam que o sucesso é possível até mesmo em países com poucos recursos".

O relatório cita ainda que 44% do total de crianças menores de cinco anos mortas no ano passado, 2,8 milhões, não atingiram nem o primeiro mês de vida. O Unicef informa que dois terços dessas mortes ocorreram em apenas 10 países.

O documento diz ainda que oito das 60 nações consideradas como "alto nível de mortalidade" conseguiram atingir as metas de redução estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, entre eles está Timor-Leste.

A América Latina e o Caribe, o leste da Ásia e o norte da África já conseguiram reduzir em mais de 66% o índice de mortalidade infantil entre as crianças com menos de cinco anos desde 1990.

Maiores Taxas

A região Subsaariana da África baixou as mortes em 48% em mais de duas décadas, mas ainda registra as maiores taxas mundiais, com 92 mortes por mil nascimentos vivos.

O Unicef explica que dois países sozinhos, Índia e Nigéria, respondem a mais de um terço das mortes de crianças nesta faixa etária.

O relatório diz ainda que as maiores causas de morte são complicações pré e durante o parto, pneumonia, diarreia e malária. Segundo os especialistas, a desnutrição é responsável por quase metade das mortes de crianças com menos de cinco anos.

Em relação aos avanços conquistados desde 1990, o Unicef cita o combate a doenças infecciosas, como campanhas de vacinação e uso de mosquiteiros, como também de tratamentos de reidratação contra diarreia.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

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