Refugiados da RD Congo em fila de espera para aprender capoeira

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Alto Comissariado das Nações Unidas revela que a arte marcial brasileira tornou-se "mania" para vários jovens no país africano; prática estaria ainda ajudando a aliviar as tensões entre cristãos e muçulmanos da República Centro-Africana.

Refugiados praticam capoeira no acampamento de Mole. Foto: Acnur/B.Sokol

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Um grupo de refugiados na República Democrática do Congo está a aprender capoeira.

Segundo uma reportagem na página do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, a arte marcial brasileira estaria a ajudar ainda a aliviar a tensão entre grupos cristãos e muçulmanos da República Centro-Africana.

Idosos

Uma das participantes, Maxime Obingui, 37 anos, contou que todos podem praticar capoeira: mulheres, idosos, pais e mães. De acordo com o Acnur, a capoeira está-se a tornar uma mania entre os participantes.

Obingui notou ainda que tantos so cristãos como os muçulmanos estão a praticar a arte.

A capoeira inclui elementos da dança, acrobacia e música. Ela também ajuda o participante a manter-se em forma. São mais de 13 mil pessoas que vivem no acampamento de refugiados de Mole, localizado ao norte da RD Congo. "Eles treinam juntos como uma família", segundo a estudante.

O Acnur informou que as aulas de capoeira começaram há dois meses no acampamento com o auxílio do grupo Associação para o Desenvolvimento Social e de Proteção do Meio Ambiente.

Potencial

A agência da ONU diz que a arte marcial está a fazer bastante sucesso. O estudante Armand Kouissi, 28 anos, declara reconhecer o potencial que a atividade tem para paz.

A maioria dos refugiados em Mole, que foi aberto em julho de 2013, tem que lidar com o grande êxodo de pessoas da República Centro-Africana. A maior parte dos refugiados é da capital Bangui. Muitos jovens sentem falta da escola, o que em si, já é uma fonte de frustração.

Ao todo, 40 refugiados inscreveram-se no curso de capoeira. As aulas são três vezes por semana. Centenas estão na fila de espera. Por causa do sucesso, os organizadores decidiram fazer demonstrações no fim de semana.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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