Portugal não vai permitir apologia de terrorismo de radicais islâmicos

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Ministro dos Negócios Estrangeiros disse à Rádio ONU que número de combatentes com passaporte português ainda é pequeno, mas o país está a acompanhar o desenvolvimento do caso.

Passaportes detidos. Foto: Unodc

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Governo de Portugal não irá tolerar propaganda e manifestações de apologia do terrorismo de extremistas islâmicos em seu território.

A afirmação é do ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Rui Machete. Em entrevista à Rádio ONU, o chefe da diplomacia portuguesa disse que, apesar de ser um problema grave em outros países europeus, o tema ainda não preocupa Portugal com relação ao cancelamento de passaportes dos extremistas.

Comunidades

"Não está prevista nenhuma medida deste gênero porque o número de combatentes da Isis que tem sido recrutados em Portugal é muito diminuto. Do nosso conhecimento, há para aí 12. E são, ainda por cima, pessoas que nasceram ou no estrangeiro ou em comunidades de migrantes muito limitadas, o que pode explicar sua conduta. Para nós, neste momento, é um problema europeu, efetivamente é particularmente grave. Mas não é um problema grave em Portugal, neste momento, e nós esperamos que não o seja."

Machete lembrou que países como Grã-Bretanha, França e Bélgica estão a registrar mais combatentes associados ao Isil e outros grupos terroristas. Mas o ministro português é claro ao afirmar que Portugal está monitorando a situação, e pronto para agir, caso necessário.

Comunidade islâmico-portuguesa

"Se o número crescer, há uma propaganda que nós vamos contrariar. Recentemente, apareceram sites na comunidade islâmico-portuguesa. Foi ilicitamente colocado por um hacker um site fazendo a apologia do movimento. (…) Nós centramos a nossa atividade. Uma atividade de controlar a propaganda ilegal. Mas se aumentar o número não teremos outras alternativas. Espero que isso não aconteça."

Rui Machete está em Nova York participando da Assembleia Geral da ONU. Portugal tem sido convidado para discursar em vários eventos paralelos como um sobre a situação humanitária na Líbia, realizado nesta quinta-feira.

O ministro dos Negócios Estrangeiros irá ocupar a tribuna da Assembleia neste sábado para representar Portugal nos debates de líderes internacionais.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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