PMA vai reduzir operações de entrega de comida na Síria por falta de fundos

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Agência da ONU alertou que atingiu ponto crítico; programa alimenta quase 6 milhões de sírios por mês; para contornar falta de verbas, PMA irá reduzir ações em outros países da região.

Caminhão do PMA. Foto: PMA

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, alertou que terá de reduzir as operações de entrega de comida na Síria por falta de fundos.

O coordenador de emergência da agência da ONU no país, Muhannadi Hadi, afirmou que "eles atingiram um ponto crítico na resposta humanitária na Síria e nas nações vizinhas".

Doações

Segundo Hadi, "a menos que o PMA consiga receber mais doações nos próximos dias, a agência não vai ter outra opção a não ser diminuir as operações".

O PMA é financiado por doações de governos, setor privado, organizações e cidadãos comuns. O coordenador da agência disse que com tantas outras emergências no mundo, a situação do orçamento para a Síria acabou afetada.

Hadi explicou que o PMA precisa de US$ 352 milhões, o equivalente a mais de R$ 800 milhões, para cobrir todas as suas operações até o fim do ano. São US$ 95 milhões especificamente para a Síria e US$ 257 milhões para ajudar os refugiados nos países vizinhos.

Ele disse que em outubro a agência continuará fornecendo alimentos à Síria, mas em quantidade muito menor. Os cortes seguem em novembro. Para dezembro, não há mais verbas.

O PMA vai cortar também a ajuda para os refugiados sírios na Turquia, na Jordânia, no Líbano, no Egito e no Iraque.

Sarampo

Ainda nesta quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lamentaram a morte de 15 crianças depois de uma campanha de vacinação contra sarampo na cidade de Idlib.

Uma investigação inicial feita pela OMS mostrou que na preparação da vacina alguém misturou um relaxante muscular.

Segundo a agência da ONU, o fabricante produz a vacina em duas partes: uma é um pó e a outra um líquido para diluir o material. O problema é que, em vez de usar o líquido específico para fazer a mistura, foi utilizado o relaxante muscular, que estava armazenado no mesmo local.

A OMS informou que outras 50 crianças ficaram doentes depois de serem imunizadas.

O porta-voz da agência avisou que a campanha foi suspensa em Idlib e Dier Ezzour até que se possa determinar se o caso foi um acidente ou deliberado.

O sarampo representa uma ameaça às crianças sírias deslocadas por causa da guerra e que vivem agora em abrigos sem as condições básicas de higiene.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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