Países são responsáveis por reduzir mortalidade infantil, diz comissário

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Novo chefe do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU diz que os Estados têm obrigação moral e legal de eliminar mortes que poderiam ser sido evitadas de menores de cinco anos.

Foto: OIT

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A responsabilidade de reduzir a mortalidade infantil deve ser dos países. A declaração foi feita pelo novo alto comissário de direitos humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein.

Segundo Zeid, todos os anos, 6 milhões de crianças, com menos de 5 anos, perdem a vida por doenças evitáveis. Ele lembrou que o número é do tamanho da população inteira da Nicarágua, da Noruega e da Nova Zelândia.

Omissão

Para o alto comissário da ONU, o Estado tem a responsabilidade moral e legal de tomar medidas para evitar as mortes. Segundo ele, a solução está ao alcance pelo menos para prevenir a metade das mortes, todos os anos.

Para Zeid, quando o país deixa de fazer o que pode para reduzir a mortalidade infantil, esta mesma nação está falhando em suas obrigações morais e legais perante o povo.

Em comunicado, emitido em Genebra, o chefe de direitos humanos da ONU afirmou que se integrantes de governos, autoridades locais e até mesmo os chefes de Estado e Governo não fazem nada para proteger o direito dos mais vulneráveis, no caso as crianças, este tipo de omissão pode ser classificada de "negligência criminosa".

Ótica

Zeid afirmou que as desigualdades são a causa de mortes evitáveis de menores. Ele citou casamentos forçados, mutilação genital, falta de água potável e saneamento básico como alguns dos fatores da mortalidade infantil.

Para o alto comissário, ao observar um problema pela ótica dos direitos humanos, soluções políticas de transformação acabam sendo encontradas mais claramente.

Ele finalizou dizendo que a abordagem dos direitos humanos exige que os Estados invistam em saúde, educação e empoderamento de mulheres e crianças, principalmente nas comunidades mais pobres e marginalizadas.

Segundo Zeid, as crianças são o recurso mais valioso e não podem se tornar, pela omissão dos Estados, o recurso mais vulnerável de sociedades inteiras.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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